Othon
Bastos
- Nome Completo: Othon José de Almeida
Bastos
- Natural de: Tucano, BA, Brasil
- Nascimento: 23 de Maio de 1933
- Falecimento:
Filmografia - Diretor
Prêmios
- Por Os Deuses e Os Mortos ele ganhou o prêmio de melhor
ator no Festival de Brasília de 1970.
- Por São Bernardo ele recebeu vários prêmios,
entre eles o de melhor ator no Festival de Gramado de 1973.
Curiosidades
- Nascido no sertão baiano, mudou-se para o Rio de
Janeiro nos anos 40, após a morte dos pais.
- O primeiro sinal de que a carreira artística iria
ser seu destino veio com o teatro amador, no colégio.
- Já com quase 18 anos de idade, aprendeu a montar
cenários e fazer assistência de cenografia, iluminação,
sonoplastia, maquiagem e contra-regra.
- Nos anos 50 no Teatro Duse, com Paschoal Carlos Magno. Em
1951, Othon estréia como figurante em “Terra
Queimada”, de Aristóteles Soares. Depois fez
um segundo personagem em “Lampião”, de
Rachel de Queiroz, muito elogiado pela crítica.
- Em 1956, ele e o grupo do Teatro Duse vão estudar
na Weber Douglas School, em Londres, ficando um ano e meio
na Europa.
- De volta ao Rio de Janeiro, Othon entrou para o curso de
Filosofia da Faculdade Nacional de Filosofia. Na TV, participou
do “Grande Teatro Tupi”, de Sérgio Brito,
e do “Teatrinho Trol”, de Fabio Sabag. Recebeu
convite de Martin Golçalves para trabalhar no Teatro
da Universidade da Bahia, em Salvador. Fez várias peças,
entre as quais “As três irmãs”, de
Tchekhov, “Um bonde chamado desejo”, de Tennessee
Williams e o “Auto da Compadecida”, de Ariano
Suassuna.
- Rompeu com Martin Golçaves em 1960 e fundou o Teatro
Vila Velha, que só foi aberto em 1964, com a peça
de Guarnieri, “Eles não usam black-tie”.
- Foi sob a direção do amigo Glauber Rocha,
no mítico Deus e o Diabo na Terra do Sol, que Bastos
fez do personagem Corisco um marco do Cinema Novo. Depois
das filmagens, ele permaneceu em Salvador e só trabalhou
novamente no cinema em 1967, fazendo o personagem sóbrio
e contido de Bentinho, no filme Capitu, de Paulo César
Saraceni.
- Nas décadas de 80 e 90 alternou o trabalho em novelas
e minisséries nos principais canais de televisão
com a participação em alguns filmes, como “A
próxima vítima”, de João Batista
de Andrade, “Chico Rei”, de Walter Lima Jr., e
“Sermões”, de Júlio Bressane.
- Narrou vários curtas e documentários, dos
quais se destaca o longa-metragem Os anos JK, de Sílvio
Tendler.