Personalidades

Nelson Pereira dos Santos

  • Nome Completo:
  • Natural de: SP, Brasil
  • Nascimento: 22 de Outubro de 1928
  • Falecimento:
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Filmografia - Ator

2004 - Glauber o Filme, Labirinto do Brasil
1997 - For all, o trampolim da vitória
1981 - Um filme para cinema
1978 - Nelson Pereira dos Santos saúda o povo e pede passagem
1971 - Nelson filma: o trajeto do cinema independente no Brasil
1971 - Matei Por Amor
1968 - Jardim de guerra
1961 - Mandacaru vermelho

Filmografia - Diretor

2006 - Brasília 18%
2004 - Raízes do Brasil
2001 - Meu Compadre, Zé Ketti
1998 - Guerra e Liberdade - Castro Alves em São Paulo
1995 - Cinema de Lágrimas
1994 - A terceira margem do rio
1987 - Jubiabá
1986 - La drôle de guerre (curtametragem)
1984 - Memórias do cárcere
1982 - Missa do galo (curtametragem)
1982 - A arte fantástica de Mario Gruber (curtametragem)
1981 - Estrada da vida
1981 - Um ladrão, episódio de Insônia (curtametragem)
1980 - Insônia
1978 - Nosso mundo ("Repórteres de TV") (curtametragem)
1977 - Tenda dos milagres
1975 - O amuleto de Ogum
1973 - Quem é Beta? - Pas de violence entre nous
1973 - Cidade laboratório de Humboldt 73 (curtametragem)
1972 - Como era gostoso o meu francês
1971 - Azyllo muito louco
1970 - Alfabetização (curtametragem)
1968 - Fome de amor
1967 - El justicero
1966 - Fala Brasília (curtametragem)
1966 - Cruzada ABC (curtametragem)
1965 - Um moço de 74 anos (curtametragem)
1965 - O Rio de Machado de Assis (curtametragem)
1963 - Vidas secas
1963 - Boca de ouro
1961 - Mandacaru vermelho
1958 - Soldados do fogo (curtametragem)
1957 - Rio zona norte
1955 - Rio 40 graus
1950 - Juventude (curtametragem)

Prêmios

- Raízes do Brasil, sobre o historiador Sérgio Buarque de Hollanda, é o vencedor do prêmio "Margarida de Prata", da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), na categoria de melhor documentário.

- Ganhou o Prêmio FIPRESCI no Festival de Cannes, por "Memórias do Cárcere" (1984).

- Ganhou o Prêmio OCIC no Festival de Cannes, por "Vidas Secas" (1963).

- Ganhou o Grande Prêmio Cinema Brasil de Melhor Curta-Metragem, por "Meu Compadre, Zé Ketti" (2002).

- Ganhou o prêmio de Melhor Filme no Festival de Havana, por "Memórias do Cárcere" (1984).

- Ganhou o Kikito de Ouro de Melhor Filme no Festival de Gramado, por "O Amuleto de Ogum" (1974).

- Ganhou o Troféu Oscarito no Festival de Gramado, em 1998.

- Ganhou o Troféu Candango de Melhor Filme no Festival de Brasília, por "Tenda dos Milagres" (1977).

- Ganhou o Troféu Candango de Melhor Diretor no Festival de Brasília, por "Tenda dos Milagres" (1977).

- Ganhou 2 vezes o Margarida de Prata, por "A Terceira Margem do Rio" (1994) e "Raízes do Brasil" (2004).

Curiosidades

- Cineclubista em São Paulo, onde nasceu em 1928, Nelson Pereira dos Santos entrou para o cinema como assistente de direção de Rodolfo Nanni, em O Saci (1951-1953).

- Já no Rio, para onde se mudara em 1953, trabalhou como assistente de Alex Viany, em Agulha no Palheiro, e Paulo Wanderley, em Balança Mas Não Cai, cujas filmagens concluiu.

- Rio 40º, seu primeiro longa, realizado entre 1954 e 1955, era uma crônica da cidade, narrada em clave neo-realista, que marcou toda a geração que mais tarde deslancharia o movimento Cinema Novo.

- Faria parte de uma trilogia que afinal se esgotou com o segundo filme do cineasta, Rio Zona Norte, rodado em 1957.

- Entre 1957 e 1960, trabalhou como jornalista e tentou produzir uma versão do romance de Graciliano Ramos, Vidas Secas, afinal frustrada por uma enchente e outros contratempos. Para aproveitar a viagem e em condições as mais precárias, improvisou no interior baiano um bangue-bangue sertanejo, Mandacaru Vermelho (1960), co-estrelado por ele próprio.

- Vidas Secas só chegaria às telas três anos mais tarde, antecedido de uma adaptação de Nelson Rodrigues, O Boca de Ouro (1962).

- Com El Justicero (1967), trocou o subúrbio do Rio e a caatinga nordestina pelas frivolidades da zona sul carioca.

- Ainda eram burgueses os personagens do filme seguinte, Fome de Amor (1968), só que vistos por ótica bem diversa, mais crítica e moderna.

- Adaptações literárias - de Machado de Assis (Azyllo Muito Louco, 1969), Jorge Amado (Tenda dos Milagres, 1977, e Jubiabá, 1986), Graciliano Ramos (Memórias do Cárcere, 1983) e Guimarães Rosa (A Terceira Margem do Rio, 1993) - complementam sua obra, marcada, ainda, por uma aventura cômico-antropofágica ambientada no Brasil quinhentista (Como Era Gostoso o Meu Francês, 1970) e por uma volta ao ambiente popular suburbano (O Amuleto de Ogum, 1974).

- Nelson Pereira dos Santos ganhou prêmios em festivais nacionais e internacionais (Cannes, Havana, Polônia). Em reconhecimento ao seu trabalho, já foram organizadas mostras e retrospectivas em países como França, Itália, Canadá, EUA e Japão, entre outros.

- Foi o 1º diretor eleito para a Academia Brasileira de Letras.

- Integrou o júri do Festival de Veneza de 1986 e 1993.

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