Personalidades

J. B. Tanko

  • Nome Completo: Josip Bogoslaw Tanko
  • Natural de: Sisak, Croácia
  • Nascimento: 1906
  • Falecimento: 05 de Outubro de 1993
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Filmografia - Ator

Filmografia - Diretor

1987 - Os Fantasmas Trapalhões
1982 - Os Trapalhões na Serra Pelada
1982 - Os Vagabundos Trapalhões
1981 - Os Saltimbancos Trapalhões
1979 - Vamos cantar disco, baby?
1978 - As borboletas também amam
1977 - O Trapalhão nas Minas do Rei Salomão
1976 - Simbad, o Marujo Trapalhão
1976 - O Trapalhão no Planalto dos Macacos
1975 - O Trapalhão na Ilha do Tesouro
1974 - Robin Hood, o Trapalhão da Floresta
1973 - Aladim e a lâmpada maravilhosa
1972 - Salve-se quem puder, rally da juventude
1971 - Som, amor e curtição
1971 - Rua descalça
1970 - Como ganhar na loteria sem perder a esportiva
1969 - Pais quadrados, filhos avançados
1968 - Massacre no supermercado
1967 - Carnaval barra-limpa
1967 - Adorável trapalhão
1966 - Engraçadinha depois dos 30
1964 - Asfalto selvagem
1964 - Um ramo para Luiza
1961 - O dono da bola
1961 - Bom mesmo é Carnaval
1960 - Vai que é mole
1960 - Marido de mulher boa
1959 - Mulheres À Vista
1959 - Garota enxuta
1959 - Entrei de gaiato
1958 - E o bicho não deu
1957 - Metido a bacana
1957 - Com jeito vai
1956 - Saí de Baixo
1956 - Com água na boca
1954 - A outra face do homem
1951 - Areias ardentes
1946 - Amerika Hilft Oesterreích

Filmografia - Diretor

Prêmios

-

Curiosidades

- De família croata tradicional, embora o pai fosse médico e a mãe de origem burguesa, precisou trabalhar desde cedo, pois pertencia ao ramo familiar pobre.

- Entrou em contato com o cinema aos seis anos, quando a família mudou-se para Zagreb, capital da Croácia.

- Em sua primeira ida ao cinema, ficou hipnotizado pelas imagens, assistiu a uma sessão após a outra, até ser retirado da sala pelo gerente.

- Autodidata, perseguiu o sonho infantil, chegando ao cinema na transição do mudo para o sonoro.

- Na Áustria, começou traduzindo legendas e diálogos para versões iugoslavas de filmes alemães e austríacos.

- O aprendizado se fez na prática, integrado a equipes de cinema, como terceiro assistente de direção.

- Na década de 30, em períodos diferentes, trabalhou em diversos estúdios.

- Em Viena, no Sascha-Filmindustrie Ag e no Wlen-Film Gmbh e, em Berlim, no Tobis Filmkunst, Terra Filmkunst e UFA.

- Foi assistente de direção em Der Zigeunerbaron (1934-1935, Karl Hartl), Bosniaken/Blutsbrüder (1935, Johannes Alexander Hübler-Kahla) e Eine Seefahrtdie ist Lustig (1935, Alwin Elling).

- Em Belgrado, na Iugoslávia (1936-1937), organizou co-produções e realizou documentários na Central Nacional De Filme.

- Foi roteirista de Die Korallenprinzessin (1937, Viktor Janson) e Derklapperstorchverband(1937, Carl Boese).

- A partir de 1937-1938, em Viena, participou das equipes da Wien-Film, recém-criada por Goebbels, e dirigida pelo austríaco Karl Hartl.

- Também trabalhou como representante do cinema iugoslavo, importando e exportando filmes para Áustria, Alemanha e a antiga Tchecoslováquia.

- Com o início da Segunda Guerra Mundial, apresentou-se ao serviço militar, em Belgrado, assumindo o Departamento de Cinema Documental do Exército.

- Em 1941, registrou em película o bombardeio da cidade, quando a Iugoslávia foi invadida pelo exército alemão.

- Fugiu para Berlim levando a cópia do filme e de lá foi para Viena em 1942, integrando equipes de filmagens dos diretores Hans Thimig e Hubert Marischka, especialistas em filmes de entretenimento.

- Devido a necessidades financeiras, durante a guerra, chegou a trabalhar como lanterninha na sala exibidora de um amigo, maquinista e eletricista em filmes.

- No pós-guerra, escreveu e dirigiu o documentário Amerika Hilft Oesterreích.

- Sem família, massacrada na Croácia, decidiu sair da Europa.

- Radicado no Brasil (Rio de Janeiro) desde 1948 contribuiu com sua experiência diversa para a profissionalização da produção local. Começou na Cinelândia Filmes, produtora dos irmãos Alípio Ramos e Eurides Ramos, como assistente de direção e roteirista em Escrava Isaura, adaptação do romance homônimo de Bernardo Guimarães.

- Foi também roteirista e argumentista do drama romântico Pecado de Nina (1950) e gerente de produção em Tocaia (1951), todos dirigidos por Eurides.

- Sem se desligar da Cinelândia, vinculou-se à Atlântidà, onde desempenhou diversas funções e iniciou carreira de diretor adaptando a novela de Eduardo P. Guimarães, no drama Areias Ardentes, interpretado por Fada Santoro e Cyll Famey, com história passada em Cabo Frio.

- Na Cinelândia, também foi gerente de produção, argumentista e roteirista nos dramas românticos A força do Amor, Brumas da Vida, Perdidos de Amor, a comédia Os Três Recrutas e o filme de ação O Diamante, estes também sob a direção de Eurides.

- Nos estádios da Atlântida foi assessor técnico de Dupla Do Barulho E Nem Sansão Nem Dalila, primeiros filmes de Carlos Manga na direção, em 1953.

- Em co-produção da empresa de Luís Severiano Ribeiro Jr., com a paulista Multifilmes dirigiu o drama A Outra Face Do Homem, nos estádios localizados na cidade de Mairiporã.

- Embora apreciasse os dramas, ficou frustrado com o fracasso de público de seus dois primeiros filmes, apesar de premiados e elogiados pela crítica.

- Percebeu que "se queria se comunicar com o povo, deveria falar a língua do povo", por isso optou pela comédia.

- Em 1955 passou a trabalhar com Herbert Richers, para o qual dirigiu 18 filmes, inclusive o primeiro da produtora, a comédia Sai de Baixo, com Fred e Carequinha, que voltariam a atuar em Com água na boca e Com jeito vai.

- É diretor de produção em É De Chuá! e Tudo Legal, de Victor Lima.

- Em uma sucessão de chanchadas, carnavalescas e comédias, dirige os cômicos populares Ankito e Grande Otelo* (Metido A Bacana, E O Bicha Não Deu, Garota Enxuta, Vai Que É Mole), Zé Trindade (Mulheres À Vista, Entrei De Gaiato, Marido De Mulherboa e Bom Mesmo É Carnaval) e Golias (O Dono Da Bola).

- Voltando aos filmes sérios, adaptou romances de Nélson Rodrigues (Asfalto Selvagem E Engraçadinha Depois Dos 30) e do romancista João Condé (Um Rama Para Luiza).

- Dirigiu o vigoroso policial baseado em fatos reais, Massacre Na Supermercado.

- A adaptação do romance de José Mauro de Vasconcelos, "Rua Descalça", destinado ao público infantil, foi o último que dirigiu para a Herbert Richers.

- Em 1967, dirigiu dois filmes produzidos por Jarbas Barbosa, ambos com o irmão do produtor, o apresentador de televisão Chacrinha: Camaval Barra-Limpa, resgate do gênero carnavalesco, e Adorável Trapalhão, no qual Tanko encontrou Renato Aragão.

- Embora fosse demarcada pela diversidade, predominou em sua filmografia o segmento infanto-juvenil e, nesse sentido, a parceria com o cômico cearense foi fundamental.

- Fundou a J. B. Tanko Filmes (1969) e em diversas co-produções, dirigiu comédias adolescentes:
Pais Quadradas, Filhos Avançados e Som, Amar E Curtição, com a R. F. Farias; Salve-Se Quem Puder; Rally Da Juventude, com a Sincrofilmes; e a sátira Cama Ganhar Na Loteria Sem Perder A Esportiva, com a Herbert Richers.

- Reencontrou Renato Aragão em 1973, como diretor contratado em Aladim E A Lâmpada Maravilhosa e passou a produzir Os Trapalhões em Robin Hood, O Trapalhão Da Floresta até a constituição da R. A. Produções Artísticas (1977).

- Nesse período, com O Trapalhão Nas Minas Do Rei Salomão, conquistou uma das maiores bilheterias, com cerca de 6 milhões de espectadores.

- Antes de retomar aos Trapalhões na década de 80, manteve-se em atividade produzindo e dirigindo o melodrama erótico As Borboletas Também Amam e o musical Vamos Cantar Disco, Baby?, com o conjunto As Melindrosas.

- Produziu, pela J. B. Tanko Filmes, a comédia As Aventuras De Robinson Crusoé (Mozael Silveira), que reuniu a dupla Costinha e Grande Otelo, e co-produz Fim de festa (Paulo Porto).
- Entre os onze filmes que realizou com Os Trapalhões inclui-se o projeto mais arrojado de Renato Aragão, Os Saltimbancos Trapalhões, que Tanko roteirizou com Gilvan Pereira, a partir da peça teatral de Chico Buarque, Sérgio Bardotti e Luiz Bacalov. Musical com seqüências filmadas nos Estados Unidos, foi considerado pela crítica o melhor trabalho do quarteto.

- Em 1983, produziu o drama rodriguiano Perdoa-Me Por Me Traires (Braz Chediak) e, associado à Demuza, a comédia Atrapalhando A Suate (Dedé Santana e Vítor Lustosa).

- Responsável pelo lançamento das atrizes Norma Blum, Anilza Leone, Nelly Martins, Evelyn Rios, Vera Viana, Darlene Glóna, Rossana Ghessa e Angelina Muniz, dos palhaços Fred e Carequinha, do cantor Antonio Marcos, do cômico Mussum e do ator Arlindo Barreto.

- Formaram-se nas equipes de Tanko, diretores e roteiristas como Gilvan Pereira, Vítor Lustosa, José Alvarenga Jr., Domingos Demasi, o fotógrafo Nonato Estrela, entre outros.

- Aos 81 anos dirigiu o último filme Os Fantasmas Trapalhões.

- Severo com atores, dos quais exigia que conhecessem o roteiro, era flexível como realizador, fazendo a produção avançar com ou sem dinheiro.

- Reinvestindo sempre em cinema, manteve-se em atividade permanente e contribuiu para a manutenção do mercado de trabalho.

- Diretor e roteirista de todos os seus filmes, destacou-se pelo amplo domínio da realização cinematográfica, consciente do seu lugar na história do cinema brasileiro: "não sou gênio, mas sou artesão".

Falece aos 87 anos, de enfarto, no dia 5 de Outubro de 1993.

(fonte "Enciclopédia do Cinema Brasileiro")

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