Humberto
Mauro
- Nome Completo: Humberto Duarte Mauro
- Natural de: Volta Grande, MG, Brasil
- Nascimento: 30 de Abril de 1897
- Falecimento: 05 de Novembro de 1983
Filmografia - Diretor
1983 - Carro De Bois
1952 -
O Canto Da Saudade
1955 - Engenhos E Usinas
(curtametragem)
1952 - Canto Da Saudade
1940 -
Argila
1937 -
O
Descobrimento Do Brasil
1936 - Cidade Mulher
1935 - Favela Dos Meus Amores
1935 - Pedro Ii
1935 - General Osório
1934 - Inauguração Da Sétima Feira Internacional
De Amostras Da Cidade Do Rio De Janeiro
1934 - As Sete Maravilhas Do Rio De Janeiro
1933 -
A Voz Do Carnaval
1933 -
Ganga
Bruta
1930 - Lábios Sem Beijos
1930 -
Sangue
Mineiro
1929 - Symphonia De Cataguases
(curtametragem)
1928 -
Brasa Dormida
1927 - Thesouro Perdido
1926 - Na Primavera Da Vida
1926 - Dois Irmãos
1925 - Valadião, O Cratera
(curtametragem)
Prêmios
-
Curiosidades
- Filho de Caetano Mauro, imigrante italiano, e de Tereza
Duarte, mineira culta e poliglota, nasceu numa fazenda de
Volta Grande, perto de Cataguases, na Zona da Mata do Estado
de Minas Gerais.
- Aos treze anos vai morar em Cataguases.
- Inicia como ator de teatro amador na revista “Ao Correr
Da Fita”, em 1914.
- Mauro tocava violino e bandolim e fez um curso de eletromecânica
por correspondência. Seu primeiro empreendimento foi
uma oficina, responsável pela instalação
da eletricidade em muitas fazendas na Zona da Mata, e também
construiu o primeiro aparelho de recepção radiofônica
da cidade onde morava. Vem dessa época a paixão
pelo radioamadorismo, que conservou para sempre.
- Em 1916 mudou-se para o Rio de Janeiro, com o objetivo de
trabalhar numa oficina de enrolamento de motores e transformadores.
Paralelamente, foi atleta do Vila Isabel, time de futebol
onde foi goleiro, jogador de xadrez e lutador de boxe e luta
romana.
- Em 1918, depois de trabalhar na Ligth e no Lloyd Brasileiro,
ainda no Rio de Janeiro, retornou a Cataguases, e, em fevereiro
de 1920, casou-se com Dona Bebê (Maria Vilela de Almeida),
sua única esposa durante toda a vida.
- Inicia no cinema com uma câmera em 9,5 mm, passando
a fazer curtas como Valadão, O Cratera, em 1925.
- Depois, apoiados pelo comerciante Homero Cortes Domingues,
iniciaram a produção de Os três irmãos,
que não chegou a ser concluído. Com a adesão
de Agenor Cortes de Barros, a equipe formalizou a criação
da empresa produtora Phebo Sul America Film.
- Seu primeiro longa metragem data de 1926, Na Primavera Da
Vida. Com ele surgiu a primeira musa do cinema brasileiro,
Eva Nil, filha de Pedro Comello, que abandonou a carreira
artística rapidamente.
- O filme seguinte, Thesouro perdido, foi um dos preferidos
de Mauro. No elenco, além da sua mulher que trabalhou
com o pseudônimo de Lola Lys, em sua única incursão
cinematográfica, atuou seu irmão Chiquinho,
no papel de galã, e o próprio cineasta, interpretando
o vilão. Foi nessa ocasião que Comello deixou
de participar da equipe e Mauro, juntamente com os outros
dois sócios, decidiram transformar a produtora em sociedade
anônima para captar recursos.
- Empreendedor pioneiro, realizou filmes nos vários
momentos em que o cinema de ficção parecia nascer
ou renascer das próprias cinzas - do ciclo regional
em Cataguases nos anos 20 (5 filmes), passando pelo sonho
conjunto com Adhemar Gonzaga na Cinédia entre 30 e
33 (3 filmes), onde dirigiu seu filme mais conhecido e reconhecido
- Ganga Bruta (1933), com música de Radamés
Gnatalli e do próprio cineasta e a participação
da conhecida atriz Déa Selva.
- Voz do Carnaval – inspirado numa história de
Joracy Camargo, o filme lançou Carmem Miranda no cinema
e foi o último trabalho de Mauro para a Cinédia.
- Depois de ter enfrentado dificuldades financeiras por causa
das poucas oportunidades de trabalho oferecidas pelo mercado
cinematográfico, Mauro aceitou dirigir alguns documentários
para Carmen Santos. Entre 1934 e 1935, filmou As sete maravilhas
do Rio de Janeiro, Inauguração da Sétima
Feira Internacional de Amostras da Cidade do Rio de Janeiro,
General Osório e Pedro II.
- Realizou com a atriz e produtora Carmen Santos seu filme
de maior sucesso de público - Favella dos meus amores
(1935) - e Cidade mulher (1936), ambos perdidos num incêndio
da Brasil Vita Filmes.
- Em 1937, dirigiu O Descobrimento do Brasil para o Instituto
do Cacau da Bahia. Em 1940, fez Argila.
- Em 1952, criou seu próprio estúdio, o Rancho
Alegre, reatando os laços com a cidade natal, Volta
Grande, onde filmou Canto da saudade, seu último filme
longo.
- Em 1974, Carro de Bois foi o último filme.
- Entre 1936 e 1967 foi o cineasta responsável pela
realização de 357 filmes do Instituto Nacional
de Cinema Educativo, criado pelo Ministério da Educação
e Saúde de Gustavo Capanema e dirigido pelo antropólogo
Edgard Roquette-Pinto até 1947. Se os catálogos
dão conta dessa quantidade de filmes, é possível
assistir a 80 deles, entre os acervos da Cinemateca Brasileira
em São Paulo e o CTAV – Centro Técnico
Audiovisual da Funarte no Rio de Janeiro. Muitos dos filmes
se perderam ainda na vigência do próprio INCE,
por problemas de conservação, mas restam ainda
muitas matrizes conservadas que podem vir a ser tornadas positivos.
- Como ator, participa de muitos filmes, sendo sua estréia
em 1926 no filme Dois Irmãos. Destacam-se ainda Labios
Sem Beijos (30) e O Descobrimento Do Brasil (37).
- Depois de se aposentar no INCE, realizou entre os anos de
1952 e 1967, dezenas de curtas-metragens. Mas sua contribuição
ao cinema brasileiro não se esgota aí. Mauro
foi ator em Memória de Helena (David Neves, 1969);
autor dos diálogos em tupi-guarani de Como era gostoso
o meu francês (Nélson Pereira dos Santos, 1971)
e Anchieta, José do Brasil (Paulo Cesar Saraceni, 1978);
e colaborou, ainda, no argumento e no roteiro de A noiva da
cidade (Alex Viany, 1979).
- Falece dia 5 de Novembro de 1983, aos 86 anos de idade,
na cidade onde nasceu, e coincidentemente, na data em que
se comemora o dia Nacional da Cultura, do Cinema Brasileiro
e do Radioamador.
*Observação: A lista de curta-metragens ainda
não se encontra completa. Está apenas no ar
devido ao grande número de pedidos, em carácter
extraordinário.