Carlos Reichenbach
- Nome Completo: Carlos Oscar Reichenbach Filho
- Natural de: Porto Alegre, RS, Brasil
- Nascimento: 14 de junho 1945
- Falecimento:
Prêmios
- Recebeu uma indicação ao Grande Prêmio
Cinema Brasil de Melhor Diretor, por Dois Córregos
(1999).
- Ganhou o Grande Prêmio Cinema Brasil de Melhor Roteiro,
por Dois Córregos (1999).
- Ganhou o Kikito de Ouro de Melhor Filme, no Festival de
Gramado, por Anjos do Arrabalde (1987).
- Ganhou o Kikito de Ouro de Melhor Diretor, no Festival de
Gramado, por Filme Demência (1986).
- Ganhou o Prêmio Especial do Júri, no Festival
de Gramado, por Extremos do Prazer (1984).
- Ganhou o Prêmio da Crítica, no Festival de
Gramado, por Filme Demência (1986).
- Ganhou o prêmio de Melhor Filme, no Festival de Brasília,
por Alma Corsária (1993).
- Ganhou o Prêmio Especial do Júri, no Festival
de Brasília, por Garotas do ABC (2003).
Curiosidades
- Foi criado em São Paulo. O pai era empresário
gráfico e amigo de Osvaldo Sampaio, participante da
Vera Cruz.
- Aos dez anos de idade assistiu ao filme A Estrada (Ronda
da Morte), com direção de Osvaldo Sampaio. Esse
fato, e o contato com o diretor, parecem ter instaurado em
Reichenbach o “espírito” cinematográfico.
- Mais tarde veio a descoberta dos filmes do Cinema Novo,
o cineasta Luís Sérgio Person e a Escola Superior
de Cinema de São Luís, as leituras do Cahiers
du Cinéma, além das sessões da SAC (Sociedade
Amigos da Cinemateca), onde encontrou várias influências
para sua formação. Com todo esse preparo, foi
rápido o salto para a prática de fazer cinema.
- Sem nenhuma experiência profissional ele dirige um
episódio, “Alice”, de As Libertinas, junto
com o crítico mineiro Antonio Lima e o futuro publicitário
João Callegaro. A proposta era de um cinema cafajeste
e antiestético.
- Mas, com problemas financeiros, ocorreu a aproximação
com a região da Estação da Luz, mais
especificamente com a rua do Triunfo, onde começava
a se aglutinar, de forma precária, um pessoal interessado
em cinema que depois originaria o pólo produtor conhecido
como Boca do Lixo.
- Na mesma época, filma, com Antonio Lima novamente,
um episódio tratando de cinema para o longa Audácia,
Fúria dos Desejos, num semi-amadorismo que mantém
continuidade com o projeto anterior.
- Em seguida, embarca em um projeto comercial, um filme direcionado
para crianças e a juventude: Corrida em Busca do Amor.
- Reichenbach fica sócio de uma produtora de comerciais,
onde dirige vários filmetes publicitários, que
detestava. A prática neste empreendimento deu a ele
conhecimento e destreza inegáveis, que mais tarde vêm
fazer diferença no trabalho do futuro diretor.
- Investe força total no que pode ser considerado o
primeiro grande filme dele, Liliam M, Relatório Confidencial.
- Ele se dedica ainda a vários outros filmes como fotógrafo.
Foram mais de trinta, como Orgia ou O Homem que Deu Cria,
o primeiro longa de João Silvério Trevisan.
- É também contratado como iluminador, mas acaba
por dirigir Sede de Amar.
- A partir de 1977 mergulha fundo na Boca do Lixo. Dos vários
filmes que fez ali, o primeiro foi A Ilha dos Prazeres Proibidos,
em que fala de um libertarismo na forma do amor livre.
- A película foi um sucesso em toda a América
Latina. A seguir, realiza uma experiência mais radical,
ainda no universo da Boca, O Império do Desejo.
- No ano seguinte roda Amor, Palavra Prostituta, obra polêmica
que ficou presa três anos na censura, acusada de fazer
a defesa da liberação do aborto.
- Mais tarde realiza Filme Demência, produzido em parceria
com a EMBRAFILME. A obra enfrenta vários problemas
de filmagens, com várias paradas. Foi um fracasso comercial
mas constitui, no entanto, um dos filmes de maior sucesso
de crítica do diretor.
- Reichenbach é presença constante no Festival
de Roterdã, da Holanda, e é reconhecido também
na França, sendo chamado pelos críticos de Fassbinder
brasileiro.
- Em 1994, termina Alma Corsária, retomando um roteiro
escrito 11 anos antes.
- Corrida em Busca do Amor, feito em 1972, dado como perdido
pelo diretor de Alma Corsária e Dois córregos,
teve uma cópia em 16mm adquirida por R$ 80 pelo pesquisador
Archimedes Lombardi na feira de antigüidades da praça
Benedito Calixto. É, talvez, a única cópia
existente da produção.