Carlos Manga
- Nome Completo: José Carlos Aranha Manga
- Natural de: Rio de Janeiro, RJ, Brasil
- Nascimento: 6 de Janeiro de 1928
- Falecimento:
Prêmios
-
Curiosidades
- Levado para os estúdios da Atlântida pelo ator
Cyll Farney, teve de começar por baixo, como ajudante
de carpintaria e no almoxarifado, exercendo em seguida as
funções de contra-regra, assistente de montagem,
assistente de direção e diretor de cenas musicais,
quando teve a oportunidade de estar à frente de dois
números musicais para o filme Carnaval Atlântida,
de José Carlos Burle.
- Aprendeu todas as suas lições com Watson Macedo,
J. B. Tanko, José Carlos Burle, e as pôs em prática
numa série de comédias iniciada com Dupla do
Barulho (1953).
- Em pouco tempo superou seus mestres, revelando-se como o
mais inteligente diretor de chanchadas e o mais sofisticado
dos parodistas. Nem Sansão Nem Dalila (1954), Matar
ou Correr (1954), De Vento em Popa (1957) e O Homem do Sputnik
(1958) têm vaga em qualquer antologia da comédia
cinematográfica nacional.
- Mas, na década de 1960, com o declínio das
chanchadas, Carlos Manga iniciou uma segunda etapa em sua
carreira dentro do audiovisual. Pioneiro, optando pela televisão
e pela publicidade como meios de expressão, deixando
de lado um certo preconceito existente até hoje, de
que diferentes suportes não devem ser misturados, de
que o cinema seria melhor do que o meio televisivo, ele passou
pela TV Rio, antiga Excelsior e TV Record, dirigindo programas
musicais, humorísticos e polêmicos, como "Quem
tem medo da verdade", que consistia em fazer perguntas
incômodas aos entrevistados.
- Depois de muitos anos longe do cinema, ganhando a vida como
publicitário, arriscou-se numa aventura policial (O
Marginal, 1974), reconciliou-se com a comédia (Os Trapalhões
e o Rei do Futebol, 1986), para afinal se consagrar na Rede
Globo como diretor artístico de minisséries.
- Trabalhando pela Rede Globo, Manga encontrou novamente o
reconhecimento que havia conseguido por sua produção
cinematográfica comercial. A partir de minisséries
como "Agosto" ou "Engraçadinha"
e de novelas que despertaram a opinião pública,
como "Torre de Babel", ele adquiriu, na televisão,
um status que o tornaria o homem a frente da homenagem oficial
da Globo aos 450 anos da cidade de São Paulo: o diretor
de "Um só coração".