Carlos Imperial
- Nome Completo: Carlos Eduardo Cortes Imperial
- Natural de: Cachoeiro do Itapemirim, ES, Brasil
- Nascimento: 1935
- Falecimento:
Filmografia - Diretor
1981 - Mulheres, Mulheres
1981 - Um Marciano em Minha Cama
1981 -
Delícias Do Sexo
1979 - Loucuras, o Bumbum de Ouro
1976 - O Sexomaníaco
1976 - O Sexo das Bonecas
1975 - O Esquadrão da Morte
1974 -
Um Edifício Chamado 200
Prêmios
-
Curiosidades
- Em 1943 muda-se com a família para o Rio de Janeiro.
Profissional de televisão trabalha também como
jornalista, compositor, ator e produtor de cinema.
- Estréia como ator no cinema em 1957 no filme Canjeré,
participando nas décadas seguintes de inúmeros
outros, como Asfalto Selvagem (64) e A Noiva Da Cidade (78).
- Já no início da década de 60, é
asssistente de direção de J.B.Tanko em alguns
filmes.
- Em 1968, Carlos Imperial enviou para amigos, inimigos, personalidades
e autoridades do governo militar um cartão de Natal
com a foto dele sentado em uma privada com as calças
arriadas. A brincadeira rendeu uma temporada no presídio
de Ilha Grande.
- Em 1972 produz para o teatro Um Edifício Chamado
200 e Check-Up.
- Em 1974 funda a CIPAL, produtora de seus filmes dali em
diante.
- Ë o responsável pelo lançamento dos artistas
Roberto Carlos, Wilson Simonal, Gretchen, entre outros. Eclético,
faz de tudo um pouco. De temperamento polêmico e difícil,
é amado e odiado, mas ninguém, nem mesmo seus
inimigos, negam seu talento artístico.
- "Aos 18 anos de idade eu era extra de um filme brasileiro,
dirigido por Watson Macedo, intitulado O Petróleo É
Nosso. Levei tapa na cara, cai de roupa numa piscina e no
fim do dia o Macedo gritou para seu assistente Roberto Farias:
"- Manda voltar amanhã aquele cara que topa tudo.
Ele é bom!" O cara que topava tudo era eu. Talvez
a minha vontade de vencer no cinema me transformara numa espécie
de "deixa comigo" para aparecer melhor e me fazer
notar pelos diretores. Eu entendi rápido que somente
o cara sendo muito profissional é que iria conseguir
se firmar. E aí eu criei uma imagem longe da minha
verdade. Eu dizia que não importavam os meios e sim
a finalidade. Minhas loucuras e brincadeiras foram curtidas
por todos.
Eu fui dono de conjunto musical, cantor e pianista de boate,
compositor, produtor de discos, descobridor de talentos, jornalista,
radialista, produtor e diretor de TV, produtor e diretor de
teatro e agora estou totalmente dedicado ao cinema. É
claro que para ficar famoso no mundo inteiro eu tive que fazer
coisas que até Deus duvida. Criei a imagem do pilantra,
muito longe de uma verdade interior que esperava um momento
para mostrá-la. (…) Eu brinquei com o estabelecido
e as tradições. Mas sempre alimentava o sonho
de um dia fazer o cinema que queria. (…) Penso que o
crítico deve até me orientar para meus futuros
trabalhos. Analisar minha colocação de câmera,
meu corte, meu enquadramento, meu trabalho com traveling,
panorâmica e zoom, minha cadência de perto e longe,
minha noção de "timing" para cada
cena e sequência, minhas ações paralelas,
minha direção de atores, meu roteiro, meus diálogos,
minha produção, enfim tudo que representa algo
numa realização cinematográfica. Eu iria
ler com atenção e poderia até concordar.
Mas que a crítica seja realmente uma crítica
direta ao meu trabalho, a minha concepção e
a minha noção cinematográfica. Talvez
até eu seja um cineasta. Quem sabe?!"
·Carta de Carlos Imperial aos críticos Fernando
Ferreira, Miguel Pereira, Salvyano Cavalcanti de Paiva, Valério
Andrade, Maribel Portinari, José Carlos Monteiro, Antônio
Freitas (todos de O Globo), José Carlos Avellar, Ely
Azeredo, Hugo Gomes (do Jornal Do Brasil), Luiz Alípio
de Barrros, João Carlos Rodrigues (Última Hora)
e Costa Cotrim (A Notícia), na época do lançamento
de O Sexo Das Bonecas".
- Falece em 04 de Novembro de 1992, no Rio de Janeiro, aos
56 anos de idade.
Fontes: "Astros e Estrelas do Cinema Brasileiro",
de Antônio Leão da silva Neto e malditosfilmesbrasileiros.blogspot.com
(Remier e Denilson Monteiro)