Ana
Carolina
- Nome Completo: Ana Carolina Teixeira Soares
- Natural de: São Paulo, SP, Brasil
- Nascimento: 1949
- Falecimento:
Filmografia - Atriz
Filmografia - Diretor
2003 -
Gregório
de Mattos
2000 -
Amélia
1987 - Sonho de Valsa
1982 -
Das Tripas Coração
1977 - Mar de Rosas
1974 - Getúlio Vargas
1970 - Nelson Pereira dos Santos Saúda o Povo e Pede
Passagem
(curtametragem)
1970 - Guerra do Paraguai
(curtametragem)
1968 - Indústria
Prêmios
-
Curiosidades
- Com formação em Medicina - Faculdade de Fisioterapia,
e com passagem pela Faculdade de Ciências Sociais, Ana
Carolina cursou Cinema em São Luiz.
- Em 1968, faz seu primeiro trabalho no Cinema Nacional como
continuísta de Walter Hugo Khouri em As Amorosas, em
1967.
- Realiza em meados dos anos 70 em vários curtas e
médias, como Guerra do Paraguai (1970) e Nelson Pereira
dos Santos Saúda o Povo e Pede Passagem, e em sua estréia
no formato longa com Getúlio Vargas, em 1974.
- Getúlio Vargas projeta o nome da cineasta, que usando
material de arquivo compõe um vigoroso retrato do político
desde os anos 30 até o seu suicídio em 1953.
- Três anos depois, Ana Carolina dirige sua primeira
ficção e conquista a crítica com o inventivo
e desconcertante Mar de Rosas (1977), para muitos seu melhor
filme. Protagonizado por Norma Bengell, como Felicidade, Cristina
Pereira, como Betinha, e Otávio Augusto, como Orlando;
as primeiras, mãe e filha, o segundo um perseguidor.
Mar de Rosas é uma espécie de "road-movie",
onde as personagens, após o ataque de Felicidade ao
marido, vão encontrando outras personagens histéricas
e vivenciam experiências inusitadas. O elenco, composto
ainda por Hugo Carvana, Ary Fontoura, Myrian Muniz e Maria
Sílvia, brilha nesse filme que inaugura uma aclamada
trilogia.
- Passado em um internato que recebe a visita de um interventor
para o fechamento do estabelecimento, Das Tripas Coração
(1982) é o segundo longa ficcional. Se em Mar de Rosas
o foco era a família, agora a escola e a igreja são
os mecanismos sociais dissecados. No primeiro, a personagem
de Cristina Pereira - atriz símbolo do cinema de Ana,
ao lado de Xuxa Lopes e Myriam Muniz - era o agente catalisador,
agora entra em cena um bando de adolescentes às voltas
com as instituições, em que as professoras,
as diretoras e um padre viverão, em clima exacerbado
e delirante, as última horas da sentença. Dina
Sfat e Xuxa Lopes são as professoras; Myriam Muniz
e Nair Bello são as dirigentes; Antônio Fagundes
o interventor e o desejo personificado; Ney Latorraca o padre;
Cristina Pereira a serviçal; e Maria Padilha uma das
adolescentes.
- Em 1987, Ana Carolina fecha a trilogia com o belíssimo
Sonho de Valsa. No filme, Xuxa Lopes vive uma espécie
de apropriação da quadrinha "Teresinha
deu a mão", vivenciando diferentes buscas amorosas,
passando pelo amor paterno, pelo irmão, pelo príncipe
encantado, por Deus, até o encontro consigo mesma,
o reconhecimento de suas limitações, suas dores
e alegrias. Em Sonho de Valsa, Ana Carolina coloca em cena
vários chavões, lugares-comuns e figuras de
linguagem, como "engolir sapo", "entrar pelo
cano", "fundo do poço", "carregar
a cruz", produzindo efeitos singulares e de perfeita
inclusão ao contexto do filme.
- A cineasta entra os anos 2000 com Amélia, uma ficção
sobre a passagem da lendária atriz francesa Sarah Bernhardt
pelo Brasil e seu encontro com três mulheres do campo.
Na verdade, segundo a diretora, é um filme sobre o
choque de culturas. Mais uma vez o elenco brilha, confirmando
Ana Carolina como uma ótima diretora de atores: Béatrice
Agenin, Marília Pêra, Myriam Muniz, Camila Amado
e Alice Borges têm ótima interpretações.
Cristina Pereira e Xuxa Lopes fazem pequenas pontas no filme,
que dessa vez reserva um papel maior para o talento extraordinário
de Myriam Muniz.
- Por vezes creditada como Ana
Carolina Soares.
(*fonte: site Mulheres do Cinema Brasileiro)