Snuff , Vítimas Do Prazer
Michael
Tracey e Bob Channung, inescrupulosos produtores de filmes
pornográficos, vêm ao Brasil para realizar um
filme do gênero “snuff’, película
clandestina que alcançou enorme sucesso nos circuitos
pornôs de Nova York, graças a cenas reais, onde
as atrizes eram estupradas e assassinadas em cena, sem nenhum
truque. Contratam dois técnicos brasileiros que, como
quase todos os bons técnicos do cinema nacional, estão
às portas da falência.
Ficha Técnica
Título Original: Snuff , Vítimas Do Prazer
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 109 min.
Ano de Lançamento (Brasil): 1977
Distribuição: Ouro Filmes
Direção: Cláudio Cunha
Assistente de direção: Carlos Shintomi
Roteiro: Carlos Reichenbach e Cláudio Cunha
Produção: Carlos Duque
Produtor associado: Pedro Martunez
Co-produção: Kunema Produtora e Distribuidora
de Filmes e Publicidade e A.R.M. Produções Cinematográficas
Música: Cláudio Cunha
Fotografia: José Roberto Buzzini
Desenho de Produção: Waldir Siebert
Edição: Sylvio Renoldi
Assistente de edição: Pedro J. Garcia
Título: J. Maurício Sanches
Elenco
Carlos Vereza
Rossana Ghessa
Canarinho
Nadir Fernandes
Hugo Bidet
Maria Graciela
Fernando Reski
Roberto Miranda
Lúcia Alivim
Martie Suara
Sérgio
Hingst
Walter Prado
Patrícia Célere
Fátima de Jesus
Geraldo Louzano
Cláudio Cunha
Aparecida de Castro
Xuxa
Lopes
Paulo Munno
Carlos Rojas
Alaor Santos
Patrícia Americana
Regina Nogueira
Maria Odete
Patrícia Gomes
Vera Lúcia Meio
Pôsters
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Premiações
- Melhor Ator (Hugo Bidet), Prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte, SP, 1977.
Curiosidades
- Locação em São Bernardo do Campo, SP.
- Conforme o diretor Cláudio Cunha, “o filme
não é uma estória criminal, é
um filme sobre o crime e a maneira como é construído
e praticado”.
- Durante as primeiras semanas de exibição o
diretor Cláudio Cunha contratou duas mulheres para
gritarem no final da sequência de morte, em todas as
sessões... "Não dava outra, metade da platéia
se mijava inteira na poltrona", comenta Reichenbach,
- Improvisaram um trailer, tipo cinema verdade, onde apareciam
pessoas do povo e falsos populares respondendo a pergunta:
"Você veria um filme com assassinatos reais?".
O trailer foi exibido maciçamente durante dois meses...
nenhuma imagem do filme, apenas as perguntas e as respostas
do tipo: "Meu marido viu em Nova Iorque, é uma
picaretagem!", "Se tiver mulher pelada, é
claro que eu vejo!", "Mas será que tem crime
mesmo... cruz credo!".
- Um jornal de São Paulo deu a manchete bombástica
na capa do caderno de variedades "Estréia hoje
o filme que mata!".
- Sinopse completa:
Michael
Tracey e Bob Channung, inescrupulosos produtores de filmes
pornográficos, vêm ao Brasil para realizar um
filme do gênero “snuff’, película
clandestina que alcançou enorme sucesso nos circuitos
pornôs de Nova York, graças a cenas reais, onde
as atrizes eram estupradas e assassinadas em cena, sem nenhum
truque. Contratam dois técnicos brasileiros que, como
quase todos os bons técnicos do cinema nacional, estão
às portas da falência, Organizam a produção
e arregimentam o elenco: Taty Ibanez, atriz em decadência,
que fora a rainha dos filmes de cangaço; Glória
Verdi, figurante de teatro; Maria Rosa, candidata a Miss São
Paulo; Lia de Souza, stripper da Boca do Lixo de São
Paulo; o ator Sérgio Bandeira, apanhado num sanatório.
Daí a máquina da fatalidade começa a
rodar e as mortes reais vão acontecendo de forma surpreendente
e inesperada, causando pânico geral na equipe de produção.