24
Horas De Sonho

Conta-nos
as peripécias de uma pequena decidida a pôr termo
à vida e aproveitar até a última gota
seus últimos momentos de existência. Instala-se
num luxuoso hotel sob o nome suposto de uma baronesa. Compra
a crédito toilletes faustosas, arranja um flirt e...
deixa a vida correr. Como pano de fundo uma aristocracia européia
de verdade, hospedada no hotel, vítima da Segunda Guerra.
Ficha Técnica
Título Original: 24 Horas De Sonho
Gênero: Comédia
Duração: 95 min
Lançamento (Brasil): 1941
Estúdio: Cinédia
Distribuição: Cinédia
Direção: Chianca de Garcia
Assistente de Direção: Fernando de Barros
Roteiro: Chianca de Garcia
Argumento: Joracy Camargo
Produção: Adhemar Gonzaga
Assistente geral: Manoel Rocha
Som: Hélio Barrozo Netto
Fotografia: George Fanto
Camera: Reginaldo Calmon
Desenho de Produção: Hippolito Collomb
Figurino: Iracema Gomes Marques
Iluminação: Antônio Cunha
Maquinista: Fernando de Barros
Carpintaria: Francisco Silva e Carlos Ferreira
Elenco
Dulcina de Moraes (Clarice)
Odilon de Azevedo (Roberto)
Conchita de Moraes (Camareira)
Aristóteles Penna (Cícero)
Laura Suárez (Princesa Merly de Aubignon)
Átila de Moraes (Conde Guilherme Stanley)
Sarah Nobre (Mme. Flora)
Sadi Cabral (Gerente do hotel)
Pedro Dias (ladrão)
Silvino Netto
Paulo Gracindo
Oscarito Brennier
José Soares
José Mauro Vasconcellos
Carlos Barbosa
Luiz Tito
Jorge Diniz
Ferreira Maia
Túlio Berti
Álvaro Costa
Jota Silveira
Janir Martins
Ferreira Leite
José A. Mauro
Pôsters
Clique nos cartazes para vê-los ampliados em uma nova janela.
Premiações
- Prêmios: Melhor Filme do Ano, DIP - Departamento de
Imprensa e Propaganda, RJ, 1942.
Curiosidades
- Único grande papel no cinema da grande dama do Teatro
Brasileiro Dulcina de Moraes (1908-1996).
- Destaque-se a participação de toda a família
Moraes no filme. Conchita e Átila eram os pais de Dulcina,
e Odilon, o marido da artista.
- Dulcina canta no filme "Mulher Sherlock", de Muraro,
e Janir Martins canta "Quem viu".
- Há um diálogo rápido de Aristóteles
Penna com o seu carro, que responde piscando o farol, acendendo
e apagando. Cena repetida muitos anos depois no filme norte-americano
"Se meu fusca falasse".
- 24 Horas de Sonho apresenta uma partitura musical composta
especialmente para o filme, música que vai do princípio
ao fim acompanhando o ritmo dos movimentos, conservando um
valor sinfônico especial. Aplicou-se música incidental,
até então inédita no cinema brasileiro,
de autoria do Maestro Arthur Brosmans.
- "Os figurantes eram tipos inéditos no cinema
brasileiro: alourados, olhos azuis, altos, com idioma compreendido
apenas entre eles. Um grupo selecionado. Dir-se-ia que estavam
ali para um baile oficial e nunca à disposição
das câmeras. Eram refugiados poloneses que, esquecendo
seu drama, faziam jus ao cachê num filme brasileiro,
permitindo que os estúdios se transformassem num luxuoso
salão da Velha Varsóvia dos remotos tempos de
paz". (Celestino da Silveira, 1941.)
- Depois de pronta a luxuosa comédia, a Comissão
de Censura Cinematográfica mandou suprimir dos letreiros
de apresentação a enumeração das
casas comerciais que haviam cedido móveis e objetos
de arte para as montagens, tendo a Cinédia recorrido
da decisão.
- Foi reunido neste filme o que existia de melhor no teatro
brasileiro da época.
- O início da filmagem foi a 22 de outubro de 1940,
sendo a estréia a 25 de setembro de 1941, no Rio de
Janeiro, nos cinemas São Luiz, Carioca e Odeon.
- Oscarito (1906-1970) e Paulo Gracindo (1911-1995) estavam
em início de carreira e ainda eram coadjuvantes.
-