Vida De Menina

Uma
grande personagem essencialmente brasileira, num momento crítico
de sua vida, quando ela briga para estabelecer sua liberdade
e integridade. Tendo como pano de fundo um Brasil que acaba
de abolir a escravatura e proclamar a República, Helena
Morley começa a escrever o seu diário, que nos
revela seu universo e um país que adolesce junto com
a menina. Nesse momento da vida, Helena é magra, desengonçada,
e sardenta: se acha feia. Não é boa aluna, nem
comportada como sua irmã Luizinha; seu apelido é
"Tempestade". Mas Helena, como nenhuma outra garota
de Diamantina, escreve.
Ficha Técnica
Título Original: Vida De Menina
Gênero: Drama
Duração: 101 min.
Lançamento (Brasil): 2004
Distribuição: Riofilme
Direção: Helena Solberg
Roteiro: Elena Soárez e Helena Solberg
Produção: Radiante Filmes
Produtor: David Meyer
Co-produção: Raccord Produções
Música: Wagner Tiso
Fotografia: Pedro Farkas
Direção de Arte: Beto Mainieri
Edição: Diana Vasconcelos
Figurino: Marjorie Gueller
Elenco
Ludmila Dayer (Helena Morley)
Daniela Escobar (Carolina)
Dalton Vigh (Alexandre)
Maria de Sá (Teodora)
Lígia Cortez
Camilo Bevilacqua (Geraldo)
Souza Pinto (Tia Madge)
Benjamim Abras (Teodomiro)
Lígia Cortez (Iaiá)
Lolô Souza Pinto (Tia Madge)
Pôsters
Clique nos cartazes para vê-los ampliados em uma nova janela.
Premiações
- Os prêmios de júri popular no Festival do Rio
2004.
Curiosidades
- Primeiro
longa-metragem totalmente de ficção de Helena
Solberg. Ela dirigiu o longa-metragem Carmem Miranda: Bananas
Is My Business, filme que mistura documentário e ficção,
lançado em 1995.
- O nome inicial do filme era O Brilho das Coisas.
- A Radiante Filmes foi aberta especificamente para a produção
do filme.
- O filme foi rodado em 35mm na cidade de Diamantina (MG)
e arredores durante oito semanas em Junho e Julho de 2003,
com uma equipe técnica de 60 profissionais, elenco
de 40 atores, e quase 300 figurantes locais.
- Com a autorização do IPHAN, várias
ruas da cidade foram modificadas para recriar a Diamantina
de mais de cem anos atrás - "sujando" paredes,
distribuindo terra, pedras, e palha, colocando animais, cavalos,
mulas, e carroças pelas ruas. Do casario antigo da
cidade, vários ambientes interiores de época
também foram recriados, com o uso no cenário
de centenas de objetos antigos dos museus da região
e de coleções particulares.
- Mais de quatro semanas foram dedicadas as filmagens no centro
histórico da cidade, e depois a produção
se deslocou para filmagens de garimpo em Sopa, o grande pic-nic
da família em Biribiri, e duas semanas de filmagens
em Curralinho, onde foi reconstituída a rua e casa
da família Morley. A escolha da cidade, mesmo sendo
um local distante e de difícil acesso, preservou a
idéia original do diário, surpreendendo pela
sua originalidade e estado de conservação.
- Baseado no Livro Minha Vida de Menina (O Diário de
Helena Morley), de Helena Morley, um clássico da literatura
brasileira, é um sucesso no Brasil - hoje em sua 19ª
edição - e no exterior, tendo sido traduzido
para o inglês (pela poeta Elizabeth Bishop), francês,
italiano, japonês e russo. Escrito entre 1893 e 1895
- Publicado pela primeira vez em 1942, o livro é um
painel multicolorido daquele momento histórico singular
no Brasil, com o sabor e a vivacidade de um diário
de adolescente. Quando Helena Morley - pseudônimo de
Alice Dayrell Caldeira Brant (1880-1970) - era criança,
na Diamantina dos anos 1890, seu pai, pequeno minerador descendente
de ingleses, aconselhou-a a escrever diariamente num caderno
suas observações sobre o mundo à sua
volta. Ela seguiu o conselho do pai e, entre os doze e os
quinze anos, manteve um diário em que anotava não
apenas o dia-a-dia na família e na escola, como também
agudos comentários sobre a vida da cidade e da região,
com seus costumes arraigados, suas relações
sociais, suas contradições.
- Minha Vida de Menina é esse diário ele cobre
os anos de 1893 a 1895, mas só foi publicado em livro
pela autora em 1942, causando impacto.
- Sinopse completa:
Uma
grande personagem essencialmente brasileira, num momento crítico
de sua vida, quando ela briga para estabelecer sua liberdade
e integridade. Tendo como pano de fundo um Brasil que acaba
de abolir a escravatura e proclamar a República, Helena
Morley começa a escrever o seu diário, que nos
revela seu universo e um país que adolesce junto com
a menina. Nesse momento da vida, Helena é magra, desengonçada,
e sardenta: se acha feia. Não é boa aluna, nem
comportada como sua irmã Luizinha; seu apelido é
"Tempestade". Mas Helena, como nenhuma outra garota
de Diamantina, escreve. É nesse diário que Helena
debocha e desmascara as pretensas virtudes alheias. Procurando
com sofreguidão não perder uma infantil alegria
de viver, e reinventando o mundo a sua maneira, Helena Morley
é o diamante mais raro de Diamantina.