Signo
do Caos

Na
primeira parte, em preto e branco, uma carga cinematográfica
desembarca na Alfândega do Rio de Janeiro, onde o Dr.
Amnésio controla e julga a entrada e saída do
material para o serviço de censura, justificando: "amo
o que os outros detestam e odeio o que os outros apreciam.
Não vejo necessidade de um filme assim". Ouve-se
o grito de um casal bem brasileiro: uma dupla de papagaios
resmungões imita os diálogos telegráficos
dos carregadores que discutem o trabalho, em busca de propina.
Dr. Amnésio impõe o seu jejum de idéias
durante desastrosa projeção para funcionários
ineptos, que depois se divertem às custas da mutilação
do material considerado realista demais.
Ficha Técnica
Título Original: Signo do Caos
Gênero:
Duração: 83 min.
Lançamento (Brasil): 2003
Distribuição:
Direção: Rogério
Sganzerla
Roteiro: Rogério Sganzerla
Produção: Rogério Sganzerla
Música: Sinai Sganzerla
Técnicos de som: Luiz Adelmo e Pedro Sérgio
Fotografia: Nélio Ferreira e Marcos Bonisson
Desenho de Produção: Rogério Sganzerla
Direção de Arte: Sérgio Reis
Figurino: Sérgio Reis
Edição: Sílvio Renoldi e Rogério
Sganzerla
Elenco
Otávio Terceiro
Sálvio do Prado
Helena
Ignez
Guaracy Rodrigues
Freddy Ribeiro
Eduardo Cabus
Gilson Moura
Felipe Murray
Vera Magalhães
Anita Terrana
Ruth Mezek
Camila
Pitanga
Giovana Gold
Djin Sganzerla
Pôsters
Clique nos cartazes para vê-los ampliados em uma nova janela.
Premiações
- Rogério Sganzerla ganhou o Candango de melhor diretor
pelo filme O Signo do Caos, que também ganhou como melhor
montagem, feita em parceria com Silvio Renoldi, no 36º
Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, 2003
Curiosidades
- Trata-se de um projeto de sete anos, que não foi
inscrito nas leis de renúncia fiscal e contou com o
apoio da distribuidora carioca Riofilme, que investiu R$ 280
mil na produção.
- Em O Signo do Caos, Sganzerla usou, pela primeira vez, o
formato de película em super-16 mm, o que lhe permitiu
uma fotografia bem contrastada.
- Também a banda sonora recebeu um cuidado específico,
para que não se abafassem ruídos essenciais
à trama, além de ressaltar a trilha sonora,
baseada especialmente em Aquarela do Brasil, de Ary Barroso.
- Sganzerla foi obrigado a montar sua própria sala
de edição a fim de realizar o trabalho nos detalhes
previstos.