Sete
Dias de Agonia

Numa
estrada barrenta, em dia de chuva torrencial, os veículos
atolam um após o outro, totalizando trezentos, e seus
ocupantes buscam desvencilhar-se do atoleiro: a carga de Zezinho
é de sorvetes, um fazendeiro conduz um cavalo para
cruzamento, uma kombi com freiras fica retida entre caminhões,
um ônibus lotado de retirantes não consegue passagem.
Com o passar dos dias chuvosos, ninguém consegue escapar.
Ficha Técnica
Título Original: Sete Dias de Agonia
Gênero: Drama
Duração: 105 min.
Lançamento (Brasil): 1982
Distribuição: Embrafllme
Direção: Denoy
de Oliveira
Assitente de direção: Flávio Portho
Roteiro: Denoy de Oliveira
Co-roteirista: Matraga e Domingos Pellegriní
Júnior
Produção: Carlos Augusto de Oliveira
Co-produção: Cooperativa de Artistas
e Técnicos do Filme, Telemil Filmes, Blimp Filmes, Beca
Produtora e Embrafllme
Música: Luiz Carlos Gomes e Denoy de Oliveira
Arranjos: Luiz Carlos Gomes e Geni Marcondes
Interpetres: Denoy de Oliveira, Regina Dourado, Vera
Silva, Lizete Negreiros, Cleide Eunice e Ana Paixão
Fotografia: Walter Carvalho Correa
Assistente de camera: Carlos E. da Silva e Gilson A. Prandini
Desenho de Produção: Perci e Abílio
Cunha
Figurino: Perci e Abílio Cunha
Edição: Milton Bolinha
Assistente de montagem: Dulcinéia Gil e Januário
de Souza
Montagem de negativos: Carmen Saraiva
Mixagem: José Luiz Sasso e Carlos dos Santos
Títulos: Fototipo
Programação Visual: Elifas Andreato
Eletricista Chefe: Joel de Queiroz
Eletricista: Urano B. Tolotto
Maquinista: Ângelo Gaglioni
Divulgação: Rose Carvalho
Equipe técnica: Daniel Santiago, Christiano
Magiani, Milton Merluci, Antônio Machado da Silva, Leyla
Fernandes, Geraldo Matias
Elenco
Eduardo Abbas
Luiz Serra
Kátia Grumberg
Ênio Gonçalves
Liana Duval
Ruthinéia de Morais
Carlos Alberto Santana
Cilas Gregório
Oslei Delano
Maracy Melo
Antônio Leite
José Femandes
Ruy Leal
Ednor Messias
Mary Neubauer
Nice Marinelli
Marthus Mathias
Carlos Capeletti
Manfredo Bahia
Alain Fresnot
Luiz Carlos Gomes
Dirce Militello
Barros Freire
Wilson Sampson
Eduardo Rolly
Antônio de Souza
Maria Rita Costa
Cachimbo
Ana Lúcia Baslos
Ulvsses
Tatu
Demo Vieira
Cristiano Araújo
Damasceno Filho
Urano B. Tolotto
Benedito Esbano
família Esbano
Oswaldo Raphael
Mas Fabiano
Zé da Ilha
Márcio Ferreira
Adriano Silva
Cidinha Sandri
Júlia Romoalda
Roseli Silva
Fernando Alcoragi
Milton Cecílio
Edson Alcoragi
José Trujillo
Pôsters
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Premiações
- O filme recebeu os seguintes prêmios: Melhor Roteiro
- Denoy de Oliveira - no Prêmio Governador do Estado
de São Paulo, SP, 1984.
- Melhor Atriz Coadjuvante - Ruthinéia de Moraes -
no X Festival do Cinema Brasileiro de Gramado, RS, 1982.
- "Prêmio El Quijote" de Melhor Filme no IV
Festival Del Nuevo Cine Latinoamericano, Havana, Cuba, 1982.
- Prêmio Especial da "Air France" para Denoy
de Oliveira, RJ, 1983.
Curiosidades
- Baseado no conto "Encalhe dos Trezentos" de Domingos
Pelegrine Jr.
- Outro título: O Encalhe.
- Sinopse completa:
Numa estrada barrenta, em dia de chuva torrencial, os veículos
atolam um após o outro, totalizando trezentos, e seus
ocupantes buscam desvencilhar-se do atoleiro: a carga de Zezinho
é de sorvetes, um fazendeiro conduz um cavalo para
cruzamento, uma kombi com freiras fica retida entre caminhões,
um ônibus lotado de retirantes não consegue passagem.
Com o passar dos dias chuvosos, ninguém consegue escapar.
Já no terceiro dia, quando aumenta a fome, atola-se
também um jipe com alimentos. Apesar dos altos preços
cobrados, todos, revoltados, são obrigados a pagar
para comer. Um grupo de caminhoneiros sai pelo mato em busca
do que comer, sem muito sucesso. A tensão vai crescendo,
a par de bebedeiras e desavenças. O quinto dia amanhece
com brigas e o sol não dá sinal. O caos, as
doenças vão aumentando. Ninguém consegue
mover os veículos do lugar. No sétimo dia, continua
chovendo. Ocorre a primeira morte: a filha menor de seu Rosalvo.
Os flagelados pedem ao comendador que lhes entregue o cavalo,
para comerem. O fazendeiro, intransigente, puxa o revólver.
Subitamente, logo após o enterro da criança.
surge a esperança. Mercedes, outra filha de Rosalvo,
avista no céu uma estrela. Zé Mané se
aproxima e grita, avisando a todos. Debaixo do céu
limpo a festa começa, e o encalhe comemora a estrela
no céu.