Rio de Jano

No
fim do ano 2000, o Rio de Janeiro foi visitado pelo desenhista
francês Janô, especialista em um tipo de arte
conhecido como Cadernos de Viagem. Durante 50 dias, em sua
terceira visita ao Rio, realizou um profundo mergulho na vida
carioca, visitando lugares que jamais são representados
nos cartões postais, conhecendo pessoas de todas as
classes sociais, observando, experimentando, trocando. O resultado
desta incursão é um álbum que se tornou
obra de referência quando o assunto é o modo
de ser do carioca moderno, o seu jeito sui generis de levar
a vida e os contrastes desta cidade ao mesmo tempo bela e
pobre, alegre e violenta. O documentário acompanha
todo o processo de criação desta obra e apresenta
o Rio de Janeiro sob um ângulo inusitado.
.
Ficha Técnica
Título Original: Rio de Janô
Gênero: Documentário
Duração: 73 min.
Lançamento (Brasil): 2003
Distribuição: Riofilme, World Sale Grupo Novo De
Cinema E Tv
Direção: Anna Azevedo, Eduardo Souza Lima e Renata
Baldi
Roteiro: Anna Azevedo, Eduardo Souza Lima e Renata
Baldi
Produção: Hy Brazil Filmes
Produtora executiva: Anna Azevedo
Música: Lucas Marcier e Rodrigo Marçal
Som: Vampiro
Fotografia: Mário Carneiro e André
Vieira
Tratamento gráfico: Allan Sieber e Alessandro
Monnerat
Efeitos gráficos: Allan Sieber e Alessandro
Monnerat
Finalização de imagens: Flávio
Nunes
Edição de som: Denilson Campos
Mixagem de som: Denilson Campos
Trilha sonora original: Lucas Marcier e Rodrigo Marçal
Edição: Renata Baldi e Cristiana Grumbach
Elenco
Janô
Pôsters
Clique nos cartazes para vê-los ampliados em uma nova janela.
Premiações
-
Curiosidades
- Filme narrado em Português e Francês, com legendas
em Português.
- Teve pré-estréia na Terça-feira, 27
de janeiro de 2003, no Cinema Odeon BR, Pça. Floriano,
7 - Cinelândia , após a sessão teve a
"Festa Rio de Janô!" no Espaço Marum
(Nautilus), Rua do Catete, 124 , com show da banda Autoramas
e DJ's convidados: Calbuque, Ziggy e Saens Pena.
- Locacoes no Aterro do Flamengo, Mirante Dona Marta, Praça General Glicério, Laranjeiras " Chorinho na Praça, Maracanã " FlaXFlu, Pedra de Guaratiba, Serrinha, Madureira, Praça XV de Novembro, Ilha de Paquetá, Feira de São Cristóvão, Copacabana, Ipanema, Madureira, Castelo das Pedras " Jacarepaguá " Baile Funk, Cinelândia, Arcos da Lapa, Santa tereza, Rua Ceará, Praça da Bandeira " Casa de Show Underground Garage, Vila Mimosa, Vidigal, Paris, Arco do Telles, Morro de São Carlos
- A estréia na direção cinematográfica em longa-metragem de Anna Azevedo, Renata Baldi e Eduardo Souza Lima.
- Anna é jornalista e roteirista. Após "Rio de Jano", dirigiu "Batuque na Cozinha", documentário de curta-metragem sobre as pastoras da Portela, premiado no Concurso de Roteiros da Riofilme. Anna estudou Roteiro Cinematográfico na Escola de Cinema e TV de San Antonio de Los Baños, Cuba.
- Renata é formada em cinema pela Universidade de Paris, editora de TV e montadora. Realiza diversos trabalhos para a TV Globo e, em cinema, montou, entre outros, "A Dama da Noite", de Mário Diamante e "La Serva Padrona", de Carla Camuratti. Renata também assina a montagem de "Rio de Jano".
- Eduardo Souza Lima é jornalista especializado em cinema. Há 10 anos, trabalha no jornal O Globo, onde é editor-assistente do Segundo Caderno. é co-diretor dos vídeos "Caçada implacável" e "Capitão Electron contra a Ameaça Venusiana". Mudos e em P&B, viraram cult e participaram de diversos festivais no circuito carioca de vídeos no fim dos anos 80.
- ean le Guay - ou simplesmente Jano - é quadrinista, cartunista, ilustrador e viajante de carteirinha. Nasceu em Paris em 1955, no subúrbio de Arcueill, onde vive até hoje.
Estudou Belas Artes, colaborou com as revistas Métal-Hurlant e B.D.Rock. Nos anos 80, consgrou-se como um dos expoentes de uma geração de quadrinistas underground que ficou conhecida, na França, como Geração BDRock. (BD é a sigla francesa para Bande Dessinée, história em quadrinho). Mas a notoriedade mesmo veio com a criação de seu mais famoso personagem: Kebra, um rato malandrão que logo nas primeiras histórias pulou de coadjuvante para o posto de grande astro da série. Kebra virou o representante máximo da geração BDRock. Jano foi premiado no maior festival de quadrinhos do mundo, em Angoulême, na França, com o álbum Gazoline. E notabilizou-se com a série Carnets de Voyage por retratar o lado mais inusitado dos lugares que percorreu, como uma espécie de turista singular. Atualmente trabalha na série Les fabuleuses dérives de la Santa Sardinha. Nela, o artista narra as peripécias da atrapalhada tripulação de uma nau durante as grandes descobertas portuguesas do século XVI. E prepara-se para lançlar, no cinema, a sua primeira animação: um filme sobre o legendário bluesman Robert Johnson. Viajou ao Brasil quatro vezes. Se morasse aqui, diz que gostaria de viver no bairro de Santa Teresa, no Rio. Gosta da cerveja brasileira e de comer carne seca desfiada. Seu método de trabalho baseia-se quase que integralmente na memória visual. Jano visita os lugares e raramente faz algum esboço no local. Quando faz fotos, explica, é para não errar na grafia de placas, por exemplo, ou quando quer se assegurar que não errará nas proporções. O artista usa a técnica do nanquim com aquarela. Jano, que toca gaita, levou na bagagem de volta à França um cavaquinho. Sua próxima vinda ao Brasil já está agendada: próximo verão " porque não aguento mais o inverno na França" - diz.