Redentor

Um
jornalista aceita ser o laranja de um amigo de infância,
que é também um empreiteiro envolvido em um
escândalo imobiliário. Após o fracasso
do negócio, ele encontra Deus e recebe dele uma missão.
Ficha Técnica
Título Original: Redentor
Gênero: Drama
Duração:
Lançamento (Brasil): 2004
Distribuição: Warner Bros.
Direção: Claudio Torres
Roteiro: Elena Soárez, Fernanda Torres e Claudio
Torres
Produtora: Conspiração Filmes
Co-Produção: Warner Bros.Pictures, Globo
Filmes, EstudiosMega, MegaColor, Tibet Filmes e Quanta Centro
de Produções
Produção: Claudio Torres, Leonardo Monteiro
de Barros
Produtor Associado: Daniel Filho
Produção Executiva: Rômulo Marinho
Jr.
Direção de Fotografia: Ralph Strelow
Montagem: Vicente Kubrusly
Música: Maurício Tagliari e Luca Raele
Som Direto: Mark Van Der Willigen
Supervisão de Som: Beto Ferraz
Desenho de Som: Beto Ferraz
Mixagem: Armando Torres Jr.
Direção de Arte: Tulé Peake
Figurinos: Marcelo Pies
Maquiagem: Martín Macías Trujillo
Supervisão de Efeitos Visuais: Fábio
Soares
Pôsters
Clique nos cartazes para vê-los ampliados em uma nova janela.
Premiações
-
Curiosidades
- Fernanda Montenegro e Fernando Torres, que integram o elenco,
são os pais do diretor Cláudio Torres. Sua irmã,
Fernanda Torres, além de atuar também assina
o roteiro de Redentor.
- Escrito a seis mãos, o desenvolvimento do roteiro
levou seis anos entre escrita, discussões sobre cada
ponto da história, pesquisas no universo imobiliário
e bíblico.
- Foram seis anos para o roteiro ficar pronto. Um ano de preparação,
dois meses de pré-produção e nove semanas
de filmagens.
- Quanto aos laboratórios, algumas coincidências
acabaram acontecendo. Convidado para interpretar Acácio,
Stênio Garcia não precisou ir longe para encontrar
o personagem. Na época, ele estava construindo a casa
onde mora hoje. Enquanto Aparecido, o mestre de obras, trabalhava,
Stênio o observava.
- Camila Pitanga que vive uma dançarina de boate, Soninha,
que é expulsa de casa pelo pai depois de aparecer na
capa de um jornal. Para fazer as cenas na boate, ela foi antes
ver como as prostitutas dançavam
- Locações externasno Rio de Janeiro, Brasília,
Itatiaia e Restinga de Marambaia fornecem algumas das paisagens
reais.
- O escritório do Sabóia é o Ministério
da Guerra; a sala do ministro é um salão de
banquete. Quase todo em cenários construídos
- o apto. 808, os corredores, a prisão, o topo da cobertura.
- Uma das cenas que todos mais temiam era a final: a dez metros
de altura, no impressionante cenário da cobertura construído
sobre um andaime no estacionamento do Pólo Rio de Cine,
Vídeo e Comunicação, com 150 figurantes
e todo o elenco reunido e muitos efeitos especiais.
- O filme que custou, no total, R$ 6,5 milhões.
- Redentor foi viabilizado com recursos obtidos através
da Lei Federal 8.685/93 (Lei do Audiovisual), Lei Municipal
1.940/92 (Lei do ISS do Município do Rio de Janeiro)
e Lei Municipal 10.923/90 (Lei do ISS do Município
de São Paulo).
- A convite de Claudio Torres, Maurício Tagliari e
Luca Raele compuseram a trilha sonora original de Redentor.
A gravação e mixagem dos temas foram realizadas
por Benoni Hubmaier, Carlos Lima e Gustavo Lenza, nos Estúdios
YB, assistidos por Viníc ios Pereira e Diego Techera.
Os temas de "O Guarani", de Carlos Gomes, a música
que acompanha os momentos emblemáticos do filme, eram
uma obsessão do diretor achava que tinha que ter uma
orquestra no filme. A versão utilizada, da gravadora
Sony Classical, é a da Orquestra da Beethovenhalle
de Bonn, regida por John Neschling.
- O diretor Cláudio Torres estudou Belas Artes, foi
diretor de arte e, aos 30 anos, entrou como sócio de
uma produtora audiovisual - A Conspiração Filmes.
Dirigiu cerca de 250 comerciais, dois especiais musicais e
uma dezena de clipes. Flertando com a narrativa de ficção,
dirigiu um episódio do longa-metragem Traição,
estréia da Conspiração no mundo do cinema,
chamado "Diabólica". Um conto do Nelson Rodrigues
que adaptou para uma versão gótica. E também
um episódio da série "Brava gente",
da Rede Globo, chamado "Lira Paulistana", com texto
de Alexandre Machado e Fernanda Young. Redentor é seu
primeiro longa-metragem. Com o episódio Diabólica,
do longa- metragem Traição, Claudio Torres ganhou
o prêmio de Melhor Diretor do Festival de Brasília
em 1998 (Traição, um longa composto por 3 episódios
individuais, recebeu também os prêmios de Melhor
Filme do Júri Popular do mesmo festival e Melhor Filme
do Festival de Huelva, na Espanha, também em 1998).
Na publicidade, dirigiu campanhas publicitárias para
Unibanco, Kaiser, Mercedes Benz, Derby, Antarctica, Smirnoff,
entre outras marcas. Levam também sua assinatura, especiais
musicais para TV e Home Video de Marisa Monte (Memórias,
Crônicas...) e Paralamas do Sucesso (Paralamas em Close-Up)
e vários videoclipes. Em 1995, conquistou os prêmios
de Melhor Direção e Melhor Videoclipe da MTV
com Segue o seco, de Marisa Monte, um dos videoclipes mais
premiados da história do país. Recentemente,
para a TV Globo, Cláudio Torres dirigiu o episódio
Lira Paulistana, da série Brava Gente, estrelado por
Selton Mello, Fernanda Torres e Matheus Nachtergaele. Claudio
Torres estudou Belas Artes na UFRJ e é sócio-fundador
da Conspiração Filmes.
- "Milagres acontecem: Jornalista recebe de Deus a missão
de convencer seu amigo de infância, um corrupto construtor,
a doar sua fortuna aos pobres" - frase retirada do pôster
do filme.
- Sinopse completa:
Existem mais coisas entre o céu e a Terra do que supõe
a nossa vã filosofia. E Célio Rocha (Pedro Cardoso)
é prova tão viva quanto morta disto: repórter
de um jornal carioca, ele, um dia, vê-se obrigado a
enfrentar o próprio drama ao ser escalado para cobrir
um escândalo imobiliário. Ironia do destino.
Ou, quem sabe, do Senhor... O fato é que, para apurar
o caso, Célio é obrigado a reencontrar um amigo
de infância. Nome: Otávio Sabóia (Miguel
Falabella). Profissão: único herdeiro da falência
de Dr. Sabóia (José Wilker), famoso empreiteiro
que acabara de se suicidar. Mestre em falcatruas, este homem
transformou em pesadelo o sonho da casa própria de
parte da classe média brasileira. Parte esta que incluía
os pais de Célio.
Por tudo isso, esta história não começa
aqui e, sim, no Rio de Janeiro da década de 70, quando
a Barra da Tijuca transformara-se numa espécie de Terra
Prometida. Dr. Sabóia, o tal famoso empreiteiro, lançava
o Condomínio Paraíso enquanto um pequeno e arrogante
Otávio apresentava a maquete do empreendimento a um
Célio encantado, boquiaberto e oprimido pelas posses
do amiguinho. E foi para satisfazer às ambições
do filho que Justo e Isaura Rocha (Fernando Torres e Fernanda
Montenegro) decidiram comprar um dos 480 apartamentos do Paraíso.
Especificamente, o 808, o qual, apesar de terem pagado todas
as prestações durante anos, jamais chegaram
a ocupar. É que o pai de Otávio, o tal empreiteiro
famoso e suicida, após vender o mesmo apartamento inúmeras
vezes, decretou falência, deixando a obra semipronta
e todos os proprietários aguardando por uma decisão
da Justiça. Justiça esta que nunca foi feita.
Quinze anos depois, os moradores da favela vizinha ao condomínio
e originada pelos operários que nele trabalharam sem
nunca receber um tostão, resolvem fazer justiça
pelas próprias mãos e apropriam-se daquilo que
julgam pertencer-lhes: os apartamentos. Unidos, eles organizam
uma invasão pacífica e entram com pedido de
posse. Do 808, inclusive. A partir daí, a Otávio
cabe tentar reverter a situação, pondo em prática
aquilo que aprendeu: fazer com que homens vendam suas almas
ao diabo.
Quanto a Célio... Cooptado por Otávio, e agora
também obcecado pelo apartamento, aceita se tornar
um laranja. Seu preço: US$ 5 milhões. Mas o
tiro sai pela culatra. O imponderável se abate sobre
todos os pecadores. Culpado e arrependido, Célio enlouquece
e parte para o deserto em busca de Deus. Para sua surpresa,
acaba por encontrá-lo. A salvação divina
virá em troca de uma missão: convencer Otávio
a doar toda a sua fortuna aos pobres.
Não vai ser fácil. Mas Deus vai dar uma mãozinha!