O
Quinto Poder

Uma
potência estrangeira tenta dominar o mundo através
da propaganda subliminar, que pode atingir o inconsciente
a das pessoas por meio de artefatos eletrônicos. Um
jornalista começa a investigar uma série de
fatos e descobre os responsáveis pelos distúrbios.
Ficha Técnica
Título Original: O Quinto Poder
Gênero: Policial
Duração: 100 min.
Lançamento (Brasil): 1962
Distribuição: Herbert Richers
Direção: Alberto Pieralisi
Assistente de direção: Pabla Matos
Roteiro: Carlos Pedregal
Diálogos: Léo Victor
Produção: Carlos Pedregal
Gerente de produção: Pasquale Mauro
Co-produção: Pedregal Filmes
Música: Remo Usai
Som: Amadeu Riva
Dublagem: Egídio Eccio
Fotografia: Ozen Sermet
Camera: George Pflster
Desenho de Produção: João M. Santos
Decoração: Leonardo Bartuci
Edição: Ismar Porto
Assistente de montagem: Claude Perrier
Elenco
Eva
Wilma
Oswaldo Loureiro
Augusto César Vanucci
Sebastião Vasconcelos
Orlando Vilar
Jurema Magalhães
Nildo Parente
Dary Reis
Alfredo Murphy
Roberto Maya
Renato Coutinho
Adhemar Gonzaga
Leonidas Bayer
Pôsters
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Premiações
- Prêmios: Melhor Edição (lsmar Porto),
Prêmio Saci, SP, 1964;
- Melhor Roteiro (Carlos Pedregal), Prêmio Governador
do Estado de São Paulo, SP, 1964;
- Quinto Prêmio, Prêmios de Cinema do IV Centenário,
RJ, 1965.
Curiosidades
- "O tratamento fílmico dado a esta história
é dos mais insólitos entre os feitos no Brasil.
O clima de tensão, "suspense", obtido lembra
inclusive os trabalhos de William Cameron Menzies e Edgar
G. Ulmer em science-fictions. Nunca o Rio de Janeiro funcionou
tão bem em cinema. Valorizado por uma excelente fotografia,
sua beleza e suas características topográficas
não são aqui apenas um pano de fundo turístico.
A cidade se entrosa perfeitamente no contexto, dentro da atmosfera.
E isso é devido ao requintado senso pictórico
do realizador que obteve momentos belíssimos, de invulgar
plasticidade. É o que atesta a brilhante sequência
final do Corcovado (e que singular funcionalidade tem a estátua
na trama!), como a morte de um dos personagens em uma praia
de Copacabana, e toda a frenética, emocionante e "molinaresca"
(como toda a montagem) perseguição de automóveis
- a melhor feita até hoje em nosso cinema - bem como
a hoje já antológica sequência do bondinho
do Pão de Açucar, estupenda no efeito obtido
e que, por sua imaginação e feitura, chegamesmo
a superar alguns dos melhores lances de Alfred Hitchcock,
coisa que poucos conseguem". (O Estado de São
Paulo)
- "Propaganda subliminar arma terrível de subjugação
do comportamento coletivo, capaz de dirigir o subconsciente
das pessoas sob sua influência e que, dominadas num
transe para-hipnótico, deixam-se levar como robots
humanos. O estranho método projeta slogans sugestivos,
de captação inexequível pelos sentidos,
emitidos à velocidade acima de 30 mil ciclos por segundo.
Seu raio de ação alastra-se em profundidade,
a cada 50 horas, e não dura muito, gradativamente,
tem a sua mercê cúmplices involuntários
e inconscientes de uma campanha sem precedentes ou limites.
O Quinto Poder caracteriza esse objetivo em um estado avançado,
procurando alertar sobre as comarcas letais a que se pode
ir com a arma subliminar: a conspiração política.
Uma potência estrangeira interfere na rede de rádio
e televisão do Brasil - com isso pretende incutir nos
telespectadores e radiouvintes, que constituem a grande maioria
do povo, um lote de "mensagens" ideológicas
que vão possibilitar a obtenção de minérios
importantes, quando os esfeitos de fixação mental
derem campo favorável. Crimes horríveis começam
a ser praticados, predominam o nervosismo, a ansiedade. Para
desfechar o golpe, revestindo de êxito o complot, estão
prontos os agentes secretos." Paulo Perdigão (Diário
de Notícias, 3/4/64)
- "Época oportuna realmente, esta em que se apresenta
O Quinto Poder, quando o espírito e os homens da nação
brasileira se acham à beira do abismo esquerdista mais
profundo, sob o gadanho de políticos de contrabando,
unidos aos caudilhos de fronteira, num processo de intoxicação
lenta, praticado a quatro mãos cuja ação,
de resultados à vista, se desenvolve com êxito,
à força de uma repetição subreptícia,
pela técnica subliminar, conforme a terminologia adotada
no contexto do filme de Pieralise." B. J. Duarte (Folha
de São Paulo)