Quase Dois Irmãos

Miguel,
senador da República, visita seu amigo de infância
Jorge, que se tornou um poderoso traficante de drogas do Rio
de Janeiro, para lhe propor um projeto social nas favelas.
Apesar de suas origens diferentes, eles se tornaram amigos
quando criança, nos anos 1950, pois o pai de Miguel
tinha paixão pela cultura negra e o pai de Jorge era
compositor de sambas. Nos anos 1970 eles se encontram novamente
na prisão de Ilha Grande. Ali, as diferenças
raciais eram mais evidentes: enquanto a maior parte dos prisioneiros
brancos estava lá por motivos políticos, a maioria
dos prisioneiros negros era de criminosos comuns. O filme,
um retrato da relação entre a classe média
e a favela carioca, marcada pela música popular e pela
história política recente.
Ficha Técnica
Título Original: Quase Dois Irmãos
Gênero: Drama
Duração: 102 min.
Lançamento (Brasil): 2005
Distribuição:
Direção: Lúcia
Murat
Roteiro: Lúcia Murat e Paulo Lins
Produção: Ailton Franco e Branca Murat
Co-produção: Taiga Filmes, Videofilmes e TS Productions
Música: Naná Vasconcellos
Fotografia: Jacob Sarmento Solitrenick
Edição: Mair Tavares
Pôsters
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Premiações
- Teve como vencedores o ator Flávio Bauraqui e a diretora
Lúcia Murat pelo júri oficial do Festival do
Rio 2004.
- No Prêmio Adoro Cinema Brasileiro 2005 vencedor na
categoria de melhor filme fora de circuito, dedicada aos filmes
brasileiros exibidos em festivais ou mostras em 2004 e que
não entraram no circuito comercial no mesmo ano.
Curiosidades
- Foi selecionado para os festivais de Toronto e Montreal.
- Título em inglês Almost Brothers.
- Lúcia Murat nasceu no Rio de Janeiro. Jornalista
e cineasta, começou a carreira como diretora de filmes
e vídeos independentes nos anos 1980. Seu primeiro
longa-metragem, Que bom te ver viva, (1989) foi escolhido
o melhor filme do Festival de Brasília. Dirigiu ainda
Doces poderes (1997) e Brava gente brasileira (2000). Quase
Dois Irmãos é seu quarto longa-metragem. Lúcia
foi militante da guerrilha durante a ditadura militar. Ex-presa
política. É prima do ator Floriano Peixoto.
- Abriu a competição de filmes brasileiros do
Festival do Rio 2004.
- Roteiro foi escrito por Lúcia Murat e Paulo Lins,
autor do livro "Cidade de Deus".
- Lançamento comercial programado para março
de 2005
- Estréia cinematográfica do cantor Luiz Melodia.
- Bauraqui viveu o travesti Tabu em Madame Satã.
- Conta com vários integrantes do Grupo Nós
do Cinema.
- Foi premiado pelo Ministério da Cultura na seleção
realizada em 1998 para desenvolvimento de projeto. Foi também
um dos 10 roteiros selecionados, entre 200 trabalhos apresentados,
para o Laboratório Sundance de 2002. O roteiro ganhou
ainda o apoio do Ministério das Relações
Exteriores da França, através do Fonds Sud.
- O orçamento do filme é de R$ 2.968.093,13
- O filme participou dos festivais de Montreal e Toronto (Canadá)
e Festival de Biarritz (França).
- O filme pretende mostrar as transformações
ocorridas nos últimos 50 anos no Rio de Janeiro a partir
de dois pontos de vista: da classe média e da marginalidade.
Para isto, suas relações e conflitos vão
ser dramatizados a partir de dois núcleos familiares.
- Filmagem em março (carnaval), junho e julho de 2003
- Sinopse completa:
A relação de dois amigos, Miguel (personagem
dividido pelos atores Caco Ciocler e Werner Schünemann,
em diferentes idades) e Jorge, que começa nos anos
50. O primeiro é branco, filho de um jornalista apaixonado
por samba. O segundo, negro, filho de um importante compositor
do morro. Por conta do pai, Miguel conhece o morro - e Jorge
- ainda criança.
Um reencontro só acontece nos anos 70, quando Miguel
- preso político - vai parar no presídio de
Ilha Grande, onde Jorge está preso por assaltar um
banco. Segundo Lúcia, a recém-implementada Lei
de Segurança Nacional esvaziava o caráter político
da ação de militantes de esquerda e os encarcerava
junto a prisioneiros comuns.
Os chamados subversivos, como Miguel, criaram normas de comportamento
para toda a cadeia - proibindo relações homossexuais,
uso de maconha etc. Com o tempo, a barra pesa, e a única
saída é a construção de um muro,
separando presos políticos de comuns. Do lado apolítico,
a disputa pelo poder provoca um racha, e o aparecimento da
Falange Vermelha, que no futuro viria a se chamar Comando
Vermelho.