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A Primeira Missa

Em Remanso, uma cidadezinha provinciana do interior, vive Bentinho, um menino travesso, filho de Nhá Colaquinha, uma humilde lavadeira, e tem uma vida normal como outros garotos de sua idade: joga pião, futebol, nada nos rios, etc. O pai é alcoólatra e violento e morre precocemente, causando um impacto na vida do garoto. Expulso da escola, passa a frequentar a casa de Mestre Zuza, velho paralítico e sábio, mas ateu, que passa a lhe ensinar a ler e escrever. Logo descobre o dom para o sacerdócio, o que causa estranheza em sua mãe e em Mestre Zuza. Escondido, passa a frequentar a igreja e a se vestir de padre.

Ficha Técnica

Título Original: A Primeira Missa
Gênero: Drama
Duração: 90 min.
Lançamento (Brasil): 1960
Estúdio: Companhia Cinematográfica Vera Cruz
Distribuição: Condor Filmes
Direção: Lima Barreto
Assisitente de direção: Galileu Garcia
Roteiro: Lima Barreto
Produção: Ferdinando de Aguiar, Sady C. Scalante e Campos Elíseos Cinematográfica
Música: Gabriel Migliori
Fotografia: H.C.Fowle
Desenho de Produção: Geraldo Ambrósio
Edição: Mauro Alice

Elenco

Margarida Cardoso
José Marianno Filho
Cavalheiro Lima
Dionísio Azevedo
Ferreira Leite
Martin Binder
Lima Barreto
Luciano Gregory
Nieta Junqueira
Henricão
Vitorio Gobbis
Galileu Garcia
Nelson Oliver
Felipe Barreto
Artur Barman
Francisco Brasileiro
Jacira Sampaio
Joel Penteado
Ricardo Campos
Roberto Alrean
Múcio Ferreira
Jaime Gonçalves

Pôsters

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Premiações

- Melhor Ator (Dionísio Azevedo), Roteiro (Lima Barreto) e Fotografia (H.C.Fowle), Prêmio "Associação Brasileira de Cronistas Cinematográficos", RJ, 1961;

- Melhor Roteiro (Lima Barreto) e Edição (Mauro Alice), Prêmio "Saci", SP, 1961;

- Melhor Ator (Dionísio Azevedo), Cenografia (Geraldo Ambrósio) e Edição (Mauro Alice), Prêmio "Governador do Estado de São Paulo", 1961;

- Destaque no Festival de Cinema de Poços de Caldas, MG, 1961;

- Melhor Revelação (José Marianno Filho), IV Festival de Cinema de Curitiba, PR, 1961;

- Melhor Atriz Secundária (Margarida Cardoso) e Roteiro (Lima Barreto), Prêmio "Cidade de São Paulo", Júri Municipal de Cinema, SP, 1961;

- Melhor Revelação (José Marianno Filho), Troféu Cinelândia, RJ, 1961.

Curiosidades

- Baseado no conto Nhá Colaquinha cheia de graça, de Nair Lacerda.

- Este filme foi aclamado como retorno triunfal de Lima Barreto ao cinema, após o sucesso estrondoso de O Cangaceiro, em 1953. Lima planejou este filme por 4 anos.

- A montagem do diretor previa uma duração de 180 minutos mas os produtores cortaram para 90 minutos, fazendo com que o diretor renegasse o filme nos moldes como foi montado.

- A Igreja Católica investiu na produção do filme.

- Apresentado em Cannes, teve fria recepção e no Brasil foi um fracasso de bilheterias.

- Lima Barreto não conseguiria realizar mais nada no cinema. Este foi seu último filme, embora tivesse vários projetos, entre eles Inocência, cujo roteiro foi aproveitado por Walter Lima Júnior em 1983.

- Lima morreu em 1982 num asilo em Campinas, interior de São Paulo, pobre e esquecido e magoado com toda a comunidade cinematográfica Brasileira.

- Filme sensível e bem realizado, dentro das limitações tradicionais do Cinema Brasileiro.

- Dionísio Azevedo como Mestre Zuza muito lembra Paul Muni no filme À noite sonhamos (A Song To Remember), 1945, de Charles Vidor.

- "Um filme brasileiro para o coração do mundo. Um poema de ternura para o seu coração" - extraído do cartaz original do filme.

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