Um Pinguinho de Gente

Como
era linda aquela boneca! Dentro da vitrina da casa de brinquedos,
assemelhava-se a uma pequena rainha. Mas Nini sabia que jamais
poderia possuir a boneca. Pois se, em sua casa pobre, muitas
vezes sua mãe, curvada dia e noite à máquina
de costura, nem sempre podia arranjar o necessário
para a alimentação. Maria Lúcia conhecia
o ardente desejo da filhinha. Apesar da pobreza que a rodeava,
ela também ainda era jovem e já havia tido muitos
sonhos e desilusões. Agora, era preciso antes de tudo
pensar no pagamento do aluguel.
Ficha Técnica
Título Original: Um Pinguinho de Gente
Gênero: Drama
Duração: 105 min.
Lançamento (Brasil): 1949
Estúdio: Cinédia
Direção: Gilda
de Abreu
Assistente de direção: Arlete Lester
Roteiro: Gilda de Abreu
Produção: Adhemar Gonzaga e Cinédia
Som: Luiz Braga Júnior
Fotografia: Afrodísio P. de Castro
Edição: Arlete Lester
Elenco
Isabel de Barros (Nini)
Lúcia Delor (Matilde)
Vera Nunes (Lúcia)
Violeta Ferraz (D. Mimosa)
Antônia Marzullo
Palmira Silva
Jacy Oliveira
Mário Salaberry
Anselmo
Duarte (médico Luís Antônio)
Domingos Martins
Rodney Gomes
Ferreira Leite
José Policena
Manoel Rocha
Roberto Duval
Afonso Soares
Maria Costa
Guilherme Guimarães
Luiz Catalano
Roberto Galeno
Nilo Prates
Almeida Franco
Helga Loreida
Iuco Lindberg
Dennys Gray
Zaquia Jorge
Erik Rzepeck
Manoel Monteiro
Gilda M. Botelho Magalhães
Noêmia Santos
Walter Carlos
Vieirinha
Marga Varetto
José Ivan
Arlete Rosada
Alfredo de Almeida (Narrador)
Pôsters
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Premiações
- Melhor Ator, Anselmo Duarte, Prêmio "Revista
A Cena Muda", Rio de Janeiro, 1949.
Curiosidades
- Número musical com Ercole Varetto e Coro das Apiacás;
"Senhor do Bonfim", de Vicente Celestino. Coreografia
de Iuco Lindberg, com Juliana Yanakiewa.
- Produzido logo após o sucesso de O ébrio,
Um Pinguinho de Gente", mesmo sem alcançar o mesmo
impacto junto ao público, foi o filme onde Gilda de
Abreu demonstrou maturidade, como diretora e roteirista, revelando,
pleno domínio da linguagem cinematográfica.
- Neste filme, pela primeira vez, usam-se a "grua em
ferro" e o "dinossauro", na cena das baianas
brancas.
- O início de filmagem foi a 22 de abril de 1947. Estreou
em avant-premiére no cinema São Luiz (Rio de
Janeiro), a 2 de outubro de 1949, e depois nos cinemas Império,
Rian, Carioca e Eldorado. Em São Paulo, a 10 de abril
de 1950.
- Tempo de projeção: 1h45min, com 3.200m, censura
livre.