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Madame Satã

Rio de Janeiro, 1932. No bairro da Lapa vive encarcerado na prisão João Francisco, artista transformista que sonha em se tornar um grande astro dos palcos. Após deixar o cárcere, João passa a viver com Laurita, prostituta e sua "esposa"; Firmina, a filha de Laurita; Tabu, seu cúmplice; Renatinho, sem amante e também traidor; e ainda Amador, dono do bar Danúbio Azul. É neste ambiente que João Francisco irá se transformar no mito Madame Satã.

Ficha Técnica

Título original:  Madame Satã
Gênero: Drama
Duração: 105 min.
Lançamento (Brasil): 2002
Site: www.madame.com.br
Distribuição: Lumière
Direção: Karim Aïnouz
Roteiro: Karim Aïnouz
Colaboração no Roteiro: Marcelo Gomes e Sergio Machado
Produção: Isabel Diegues, Maurício Andrade Ramos e Walter Salles
Produtoras: Videofilmes, Wild Bunch, Lumière e Dominant 7
Produtoras Associadas: Sambascope e Cinema Inflamável
Música: Marcos Suzano e Sacha Amback
Fotografia: Walter Carvalho
Direção de arte: Marcos Pedroso
Edição: Isabela Monteiro de Castro
Figurino: Rita Murtinho
Maquiagem: Sonia Penna
Elenco: Luiz Henrique Nogueira
Som direto: Aloysio Compasso
Edição de Som: Waldir Xavier
Mixagem: Dominique Hennequin

Elenco

Lázaro Ramos (João Francisco dos Santos / Madame Satã)
Marcélia Cartaxo (Laurita)
Flávio Bauraqui (Tabu)
Felippe Marques (Renatinho)
Emiliano Queiroz (Amador)
Renata Sorrah (Vitória dos Anjos)
Floriano Peixoto (Gregório)
Ricardo Blat (José)
Gero Camilo

Pôsters

Premiações

- Prêmio de Melhor Direção no Festival de Biarritz, 2002.

- Gold Hugo no Chicago International Film Festival, 2002.

- Prêmios de Melhor Roteiro Original, Melhor Figurino, Melhor Ator, Melhor Atriz, Melhor Ator Revelação, de 2003, escolhidos pelos leitores do Adoro Cinema Brasileiro

Curiosidades

- Produzido com o suporte do Hubert Bals Fund do Festival Internacional de Filme de Rotterdam. Com o prêmio da Holanda para desenvolvimento de roteiro, realizou uma intensa pesquisa - vasculhou o arquivo nacional, fontes jurídicas, entrevistou pessoas que o conheceram na Lapa e na Ilha Grande, onde ficou preso. Foi também à cidade em que nasceu no agreste de Pernambuco e ao cemitério onde dizia que estava o túmulo da mãe dele. A MPB dos anos 20 e 30 também foi uma fonte importante para entender a época, parece que a música Mulato Bamba, de Noel Rosa, foi feita para ele.

- Primeiramente se pensou em Seu Jorge, que atuou em Cidade de Deus, para o papel principal.

- Eu escreveu a primeira versão do roteiro sem nunca ter ido à Lapa.

- Madame Satã foi inteiramente rodado em locações na Lapa e arredores.

- O filme que se passa predominante nos anos 30.

- Karim Aïnouz fez um minucioso storyboard, e no primeiro dia de filmagem não achou o storyboard Filmou assim mesmo. No segundo dia, seguiu o storyboard e as seqüências não estão no filme. A partir do terceiro dia, não usou mais o storyboard.

- O nome, Madame Satã, foi retirado do filme Madam Satan (1932), dirigido por Cecil B. deMille, que João Francisco viu e adorou.

- Ao longo de seus 76 anos de vida - 27 dos quais na prisão - João Francisco dos Santos sempre desafiou as definições de analfabeto, negro, pobre e homossexual. Com notável capacidade de se recriar conforme as circunstâncias, definia-se como  "filho de Iansã e Ogum, e devoto de Josephine Baker" e inventou para si mesmo vários personagens (Mulata do Balacochê, Jamacy, a Rainha da Floresta, Tubarão, Gato Maracajá).

- Foi exibido na Mostra Un Certain Regard, no Festival de Cannes.

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