A Lira do Delírio

Dois
momentos na vida de um grupo de personagens cariocas. No bloco
carnavalesco “A Lira do Delírio”, eles
vivem o êxtase e a violência. Fora do carnaval,
cruzam-se num cabaré da Lapa. Ness Elliot, dançarina
e taxi-girl, tem o seu bebê seqüestrado e cai nas
malhas de Claudio, misto de malandro e homem de negócios.
O repórter de polícia Pereio faz tudo para ajudá-la
enquanto também investiga o atentado a fogo contra
o homossexual Toni.
Ficha Técnica
Título Original: A Lira do Delírio
Gênero: Policial
Duração: 105 min.
Lançamento (Brasil): 1978
Distribuição: Embrafilme
Direção: Walter
Lima Jr
Roteiro: Walter Lima Jr
Produção: Walter Lima Jr, R. F. Farias, Embrafilme
Música: Paulo Moura
Som direto: Mário da Silva e José Antônio
Ventura
Cenas adicionais: Renato Laclete e João Carlos
Horta
Fotografia: Dib Lutfi
Desenho de Produção: Régis Monteiro
Figurino: Nazareth Teixeira
Edição: Mair Tavares
Edição final: Amauri Alves
Pôsters
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Premiações
- Prêmios de melhor direção, atriz (Anecy
Rocha), montagem, fotografia e ator-coadjuvante (Paulo Cezar
Pereio) do Festival de Brasília 1978;
- Golfinho de Ouro de melhor filme 1978.
Curiosidades
- O filme foi realizado em duas etapas. Na primeira, rodada
em 16mm no carnaval de Niterói de 1973, os atores envolveram-se
em episódios reais de violência nas ruas.
- Na segunda, três anos mais tarde, improvisaram boa
parte da história policial de seqüestro e assassinato,
usando seus próprios nomes e o temperamento pessoal
de cada um. Esses dois tempos articulam-se livremente, mesclando
memória, sonho e imaginação.
- O trágico desaparecimento da atriz Anecy Rocha antes
da montagem adicionou outra camada de significados a uma história
que já tematizava a fantasia e a morte.
- O filme tornou-se, então, uma homenagem póstuma
a sua estrela.
- Outro título, Bala Certeira.