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As Libertinas

Episódio: "Alice"
Felipe, um escritor medíocre, divide-se entre a esposa Augusta e a jovem Alice. Augusta vem a conhecer Ronaldo, para quem posa para fotografias. O administrador da colônia de férias onde todos a encontravam, procura uma forma de se aproveitar da situação.

Episódio: "Angélica"
Anita descobre que seu marido tem uma amante, Angélica. Essa situação é uma obsessão para Anita, que não sabe até que ponto a realidade se mistura com a fantasia.

Episódio: "Ana"
Marcos induz sua esposa, Ana, a seduzir Mário, homem dominado pela mulher, Carmen. Sua intenção é a de fotografar Mário em situação comprometedora para chantageá-lo, mas Carmen, atenta, percebe o jogo e põe tudo a perder.

Ficha Técnica

Título Original: As Libertinas
Gênero: Comédia
Tempo de Duração: 90 min.
Ano de Lançamento (Brasil): 1968
Distribuição: Áurea Filmes
Direção de produção: Wilson Monteiro Filho
Assistente de produção: Antônio M.S.Oliveira
Co-produção: Xanadu Produções Cinematográficas
Apresentação: Companhia Cinematográflca Franco Brasileira
Música: Salatiel Coelho
Som: George Wojatschek
Fotografia: Waldemar Lima
Assitente de fotografia: José Alexandre e Silvio Bastos

Episódio: "Alice"
Direção: Carlos Reichenbach
Assistente de Direção: Antônio Manuel dos Santos Oliveira
Roteiro: Carlos Reichenbach
Edição: Glauco Mirko Laurelii

Episódio: "Angélica"
Direção: Antônio Lima
Assistente de Direção: Otoniel Santos Pereira
Roteiro: Antônio Lima
Edição: Sylvio Renoldi
Assistente de montagem: Jovita Pereira Dias

Episódio: "Ana"
Direção: João Callegaro
Assistente de Direção: Mário Meirelles
Roteiro: João Callegaro
Edição: Glauco Mirko Laurelli
Assistente de montagem: Jovita Pereira Dias

Elenco

Episódio: "Alice"
Célia Assis
Antônio Manoel
Mady Sand
Benedito Lara
Teresa Sodré
José Carlos Cardoso
Eduardo Campos
Lenoir Bittencourt
Wilson Monteiro Filho

Episódio: "Angélica"
Iracema Neves
Alberto Águas
Mara Use
Benedito Lara
Dirceu Soares
Neusa Rocha

Episódio: "Ana"
Sabrina
Carmen Monteiro
José Ramalho
Sônia Helena
Milton Lopes

Pôsters

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Premiações

-

Curiosidades

- Os três episódios se desenvolvem dentro do cenário de um hotel, tendo como tema casais e amantes.

- Estréia em São Paulo: Dia 06 de Dezembro de 1968, nos cines Belas Artes e Coral.

- Alunos da Escola Superior de Cinema São Luis, Reichenbach e João Callegaro uniram-se ao crítico mineiro Antônio Lima e, abandonando os projetos cinematográficos de teor político, progressista e revolucionário que tinham quando estudantes, realizaram esse filme debochado, já no estilo do que ficaria conhecido como "cinema cafageste" ou marginal, seguindo as lições do "quanto pior, melhor".

- Para "homenagear" Primo Carbonari, Zé do Caixão, Nilo Machado e Ody Fraga, Reichenbach chegou a pedir ao fotógrafo Waldemar Lima (o mesmo de Deus e o Diabo Na Terra Do Sol), para tremer o tripé durante as panorâmicas, abolir os filtros, saturar o contraste fotográfico e girar a câmera alucinadamente em volta dos atores.

- "As Libertinas", o longa metragem, é constituído de um rápido prólogo dirigido por Reichenbach, seguido do episódio "Alice". Os outros dois episódios, de aproximadamente 20' cada um, são "Angélica" de Antônio Lima e "Ana" de João Callegaro. O filme se encerra com um longo strip-tease em plano fixo, concebido por João Callegaro como homenagem ao "clássico" "Superbeldades", de Konstantin Tkaczenko.

- Com relação ao seu episódio, Reichenbach conta ter se inspirado em Brigitte Bijou (pseudônimo literário de Silvino Neto) e no prolífico Marcel Kappa, do best-seller pornô "Lua de Mel a Quatro". Na tela, detalhes do turismo praiano bandeirante: estrias, varizes, vandalismo ecológico, cavalos na praia, nisseis tímidos, óleo no mar e a compulsiva disponibilidade sexual da classe média urbana quando exposta ao sol litorâneo.

- As filmagens foram feitas em Itanhaém, litoral Sul de São Paulo.

- Com sua opção por uma estética do mau gosto, Callegaro e Reichenbach apontavam para um vértice extremo do nascente movimento tropicalista. "As Libertinas" foi feito ao mesmo ano que "O Bandido da Luz Vermelha", de Rogério Sganzerla, dando início ao movimento cinematográfico denominado Cinema da Boca do Lixo, também conhecido como Cinema Marginal.

- Curiosamente, "As Libertinas" estreou em um tradicional cinema de arte de São Paulo, o Belas Artes. Fez um extraordinário sucesso de bilheteria, permanecendo mais de três meses em cartaz no cine Normandie.

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