Irmãos de Fé

Em
São Paulo dois rapazes sequestram um casal de idosos,
na intenção de fazê-lo sacar dinheiro
em um caixa eletrônico. Eles enfrentam a polícia,
sendo que mais velho é baleado e Paulo, que ainda é
menor de idade, é levado para a FEBEM. Mariana, irmã
de Paulo, pede a ajuda de um padre, já que o irmão
está revoltado por estar preso e por acreditar que
foi Mariana quem o dedurou. Paulo trata os dois com hostilidade,
mas recebe do padre uma Bíblia, que está marcada
em Atos do Apóstolo, trecho que narra a vida do apóstolo
Paulo. O garoto inicialmente recusa o livro mas, de madrugada,
começa a lê-lo. É quando ele passa a conhecer
a história de um homem que foi dos principais perseguidores
de cristãos e de como ele se tornou um dos principais
santos da Igreja Católica.
Ficha Técnica
TTítulo Original: Irmãos de Fé
Gênero: Drama
Duração:
Ano de Lançamento (Brasil): 2004
Site: oficial
Distribuição: Columbia Pictures do Brasil
Direção: Moacyr Góes
Argumento: Moacyr Góes
Roteiro: David França Mendes
Colaboração no roteiro: André Chevitarese
e Marcos Ribas De Faria
Produção: Diler Trindade
Produtor associado: Luiz Cláudio Moreira
Produtor executivo: Telmo Maia
Produtor delegado: Geraldo Silva De Carvalho
Direção de arte: Paulo Flaksman
Direção de fotografia: José Guerra,
A.B.C.
Música: Ary Sperling
Cenografia: Ana Schlee
Figurino: Maria Diaz
Montagem: João Paulo Carvalho, Aruanã Cavalleiro,
Rodrigo Lima e Léli Figeuiredo
Supervisão de pós produção digital:
Marcelo Siqueira, A.B.C.
Supervisão de efeitos especiais: Marcelo Siqueira,
A.B.C.
Som direto: José Moreau Louzeiro e Alaerson Nonô
Coelho
Mixagem: José Luiz Sasso
Edição de som: José Moreau Louzeiro,
Simone Petrillo, Maria Muricy, Cláudio Valdetaro e Ney
Fernandes
Produção de elenco: Cibele Santa Cruz
Direção de produção: Edu
Ramos
Consultor teológico: Dom Fernando Figueiredo
Elenco
Padre Marcelo Rossi (Padre)
Thiago Lacerda (Saulo / Paulo)
Othon
Bastos (Pedro)
José
Dumont (Tiago)
Gustavo Ottoni (Barnabé)
Rodrigo Hilbert (Tito)
Leon Góes (João)
Flávia Guimarães (Macária)
Francisca Queiroz (Teodora)
Malu Valle (Ester)
Felipe Kannenberg (Estevão)
Marília Passos (Sarah)
Cláudio Corrêa e Castro (Gamaliel)
Elias Andreato (Ananias)
Antônia Frering (Rachel)
Shimon Nahmias (Judas Damasceno)
Antônio Ysmael (Aarão)
Sabrina Rosa (Mariana)
Micael
Borges (Paulo - menino)
Martha Overbeck (Senhora do sequestro)
Fábio Sabag (Judeu)
Bemvindo
Siqueira (Judeu)
Phelippe
Haagensen (Assaltante)
Guti Fraga (Monitor da FEBEM)
Paulo Vespúcio (Companheiro)
Pôsters
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Premiações
-
Curiosidades
- Este é o 2º filme em que o diretor Moacyr Góes
e o padre Marcelo Rossi trabalham juntos. O anterior fora
Maria - Mãe do Filho de Deus (2003).
- Sinopse completa:
Irmãos de Fé conta a história do nascimento
da Igreja Cristã e outra do renascimento de um menino.
Uma das histórias do filme acontece há dois
mil anos e mostra a trajetória de um homem - Paulo
- que foi um perseguidor de cristãos e acabou se tornando
um dos seus maiores santos, ao mesmo tempo em que apresenta
a sabedoria de um outro - Pedro - que soube aprender e mudar,
que soube reconhecer o novo e fazer a ponte entre o passado
e o futuro.
A outra história se passa na São Paulo de hoje
e mostra o encontro entre um homem de Fé, o Padre Marcelo,
e um menino das ruas, o adolescente Paulo. Um encontro que
começa marcado pela violência de um seqüestro
relâmpago e se torna um caminho em direção
à liberdade e à esperança.
São Paulo, 2004. Dois rapazes seqüestram um casal
de idosos para sacar seu dinheiro num caixa eletrônico.
Há um enfrentamento com a polícia. O mais velho
é baleado, o mais jovem - Paulo, menor de idade - vai
para a Febem. A irmã de Paulo, Mariana, busca ajuda
do Padre Marcelo. Eles vão juntos à unidade
da Febem onde Paulo está recolhido. O garoto os recebe
com hostilidade. É especialmente violento com a irmã,
por quem - ele imagina - teria sido delatado. Quando fica
a sós com Paulo, o Padre oferece a ele um exemplar
da Bíblia Sagrada, marcada num ponto especial, "Atos
dos Apóstolos", que conta especialmente a história
do apóstolo Paulo. O jovem recusa o livro, joga-o contra
a parede. Mas o livro cai aberto exatamente na página
marcada pelo padre. De madrugada, insone e sozinho na cela,
acaba entregando-se à leitura.
A história que ele lê começa então
a se desenrolar. E é uma história de ações
e emoções fortes.
Estamos, então, na Jerusalém do século
I D.C. e, diante dos nossos olhos, ocorre a execução
por apedrejamento de Estevão, o primeiro mártir
Cristão. Estevão morre afirmando Jesus como
o Messias. Quem assiste a sua execução é
o jovem Saulo, um sacerdote conhecedor das leis judaicas que
se sente ofendido em sua tradição
e sua fé pelas palavras e atitudes de Estevão
e outros seguidores de Jesus.
A partir daí, Saulo se torna o líder de uma
violenta repressão a essas pessoas, consideradas hereges,
entre elas
a própria irmã de Estevão cujo ódio
por Saulo é visceral. Há prisões e torturas.
As ações repressivas lideradas por Saulo são
vistas com bons olhos pela maioria dos sacerdotes, que não
hesitam em atender seu pedido de uma autorização
para ir a Damasco continuar as prisões entre os hereges.
Saulo parte para o deserto, a cavalo e acompanhado de um grupo
de companheiros.
De volta ao século XXI, encontramos o garoto Paulo
envolvendo-se numa briga no refeitório da Febem e sendo
reconduzido à cela. Lá encontra o Padre Marcelo,
que se decepciona com a atitude do menino e insiste para que
ele leia o livro - sem saber que Paulo já está
acompanhando a narrativa dos apóstolos.
De volta à Palestina de dois mil anos atrás,
vemos Saulo e seus companheiros serem surpreendidos no deserto
por uma luz de incrível intensidade, que ofusca a todos.
Os soldados escutam vozes, a voz de Saulo e a de um outro.
Mas apenas Saulo "vê" que é de Jesus
a voz que pergunta "Saulo, por que me persegues?".
A luz se vai, mas Saulo está cego. Ele é levado
para Damasco, onde recupera a visão e se torna o mais
apaixonado seguidor das idéias que combatia. Saulo
é batizado, torna-se Paulo, passa a pregar a Palavra
de Jesus com o fervor de um autêntico apóstolo,
com uma missão que o próprio Jesus lhe deu.
Mas não é fácil para os apóstolos
Pedro, Tiago e João acreditar que aquele que os perseguia
como Saulo, agora, como Paulo, era um irmão de fato,
e a primeira luta de Paulo é para ser aceito por aqueles
que conheceram Jesus, que receberam sua visita quando da Ressurreição.
Sua fé afinal é reconhecida, mas lutas maiores
virão. Por um lado, ele sofre agora perseguições
semelhantes às que ele mesmo promoveu. É agredido
e quase morto mais de uma vez. Por outro lado, mesmo entre
os que crêem em Jesus há diferenças. Quando
Herodes manda prender e torturar Pedro, o mais velho dos apóstolos
e aquele que comanda a Igreja de Jerusalém, Tiago atribui
a violência à pregação radical
de Paulo entre os gentios. Assumindo o posto de Pedro, ele
envia cartas aos cristãos em diversas cidades desautorizando
as idéias de Paulo.
E que idéias são essas?
A missão que Paulo recebeu de Jesus foi a de levar
a Palavra a todos os povos. Até então, a pregação
se dava apenas entre os judeus e aqueles que não pertenciam
à raça de Abraão e se convertiam, deveriam
afirmar e viver dentro dos preceitos judeus. Paulo vai levar
o Evangelho aos não circuncidados, aos que comem carne
impura, aos que não honram os sábados. Vai querer
levar a palavra aos gentios, a todos os cantos da Terra. Tiago
não aceita isso. E Paulo não aceita ser silenciado,
pois foi Jesus quem lhe ordenou que seguisse esse caminho.
Pedro é libertado da prisão de Herodes por um
anjo e vai se reunir aos apóstolos de novo. Um concílio
então é convocado, o primeiro da fé Cristã.
Há o confronto entre Tiago e Paulo, entre dois homens
de vontade forte. Pedro acaba sendo o fiel da balança.
Paulo afinal poderá prosseguir na sua missão,
à qual Pedro irá também se unir, mas
deverá também respeitar a tradição.
A estrada é o caminho dos apóstolos. Antes de
seguir, no entanto, Paulo receberá a visita da irmã
de Estevão, a irmã do primeiro mártir
da sua intolerância. Ela beija a sua mão, num
momento de emoção intensa. E, pela primeira
e única vez, Paulo chora.
Na Febem, onde um outro Paulo está recluso, um pequeno
milagre se opera. Lendo o livro, conhecendo a vida dos apóstolos,
Paulo se reconhece e se transforma. Pede ao Padre que chame
sua irmã. O reencontro é forte, eles se abraçam,
e o próprio Padre mal contém as lágrimas.
Finalmente libertado, o menino Paulo precisa proteger-se dos
traficantes aos quais era ligado e, no programa de proteção
à testemunha, escolhe seguir para a Terra Santa de
Jerusalém, acompanhado da irmã e do Padre. Lá
ele causa espanto ao declarar que irá voltar para a
Febem. E de fato volta. Mas, desta vez, como um evangelizador,
empenhado em mudar o destino de meninos transgressores como
ele, no passado.
Irmãos de Fé, acima de tudo, a celebração
da tolerância.