Glauber
o Filme - Labirinto do Brasil

Documentário
sobre a vida e a morte de Glauber Rocha, o polêmico
cineasta baiano que revolucionou o cinema, promovendo uma
radical revisão na cultura brasileira. Imagens do enterro,
depoimentos recentes de quem acompanhou sua trajetória,
seu pensamento e idéias, explodem na tela num filme-tributo
à memória de um artista que idealizava um cinema
independente e libertário.
Ficha Técnica
Título Original: Glauber o Filme - Labirinto do
Brasil
Gênero: Documentário
Duração: 98 mim
Lançamento (Brasil): 2004
Distribuição: Riofilme
Direção: Silvio
Tendler
Assistência de Direção: Silvio
Arnaut
Roteiro: Silvio Tendler
Consultoria de Roteiro: Orlando Senna
Produção: Caliban Produções Cinematográficas
Produção executiva: Silvio Tendler
Fotografia: Fernando Duarte e Walter Carvalho
Som: Cristiano Maciel
Ilustrações e Pinturas: Hélio
Jesuíno
Assistente da versão média: Terêncio
Pereira Porto
Assistência de Finalização: Fernanda
Guimarães
Labirintos: Patrícia Tebet e Cia do Design
Produção e Pesquisa: Arthur Angeli, Carolina
Paiva, Silvio Arnaut, Terêncio Pereira Porto e Fernanda
Guimarães
Imagens das Entrevistas: Américo Vermelho, Bruno
Oliveira, Eryk Rocha, Johny Howard Szerman, Marcelo Garcia,
Philippe Constantini, Stefan Hess e Silvio Arnaut
Som das Entrevistas: Bruno Corrêa, Carolina Paiva,
Marcelo Garcia, Silvio Arnaut e Terêncio Pereira Porto
Composição: Eduardo Camenietzki
Arranjos: Eduardo Camenietzki
Direção Musical: Eduardo Camenietzki
Interpretação: Ithamara Koorax
Trilha adicional: Caíque Botkay
Edição de Imagens: Silvio Arnaut
Edição da versão média:
Renato Schvartz
Finalização de Imagens: Estúdios
Mega
Edição de Som e Mixagem: Estúdios
Mega
Fotografias de abertura: Américo Vermelho
Cartaz: Américo Vermelho
Texto do Press book: Eduardo Giffoni Flórido
Peças Gráficas: Cia do Design/Patrícia
Tebet
Assessoria de Imprensa RJ: Ciranda Comunicação
Assessoria de Imprensa SP: Foco
Montagem: Silvio Tendler
Premiações
- Melhor Filme pelo júri popular no Festival de Brasília
de Cinema Brasileiro, em 2003
- Melhor Filme pela crítica no Festival de Brasília
de Cinema Brasileiro, em 2003.
- Prêmio de melhor filme que utilizou a pesquisa cinematográfica
pelo Centro de Pesquisadores do Cinema Brasileiro (CPCB).
- Melhor roteiro, Melhor direção de produção
e Melhor longa, no 11º Festival de Cinema e Vídeo
de Cuiabá, 2004.
- No Prêmio Adoro Cinema Brasileiro 2005 recebeu o prêmio
de melhor diretor de documentário.
Curiosidades
- Glauber Rocha falece no dia 22 de agosto de 1981, aos 42
anos.
- A idéia de filmar o velório e o enterro de
Glauber Rocha surgiu quando Sílvio Tendler foi ao hospital
onde o cineasta tinha acabado de morrer. Cacá Diegues
e Joaquim Pedro de Andrade falaram que iriam filmar e queriam
alguém da sua geração. Silvio estava
em evidência por causa do filme Os Anos JK, mas ficou
reticente. Falou que não tinha clima para isso, mas
eles disseram: "Faz que nem o Glauber fez com Di",
conta Tendler.
- Ele repetia assim o próprio Glauber, que, em 1976,
filmou o velório de Di Cavalcanti. O filme de Glauber
sobre o pintor ganhou prêmio especial no Festival de
Cannes, mas está até hoje proibido no Brasil
por uma decisão da filha de Di, Elizabeth Cavalcanti.
- Os câmeras foram Fernando Duarte e Walter Carvalho.
Havia um terceiro cinegrafista, que não agüentou.
Quando viu Glauber, ele desligou a câmera e saiu.
- As imagens do funeral do cineasta são interditadas
pela família durante dezoito anos. No entanto, Tendler
não desiste de fazer um filme com aquelas imagens.
A longa espera serve para amadurecer a idéia e convencer
dona Lucia, mãe de Glauber, a liberar o material.
- Silvio Tendler viu pela primeira vez em 1999 as cenas filmadas
no velório e no enterro de Glauber Rocha.
- Som do filme se perdeu no translado da Embrafilme para a
Cinemateca Brasileira, em São Paulo, os rolos de fita
se perderam. Só conseguiu recuperar o som da entrevista
com Darcy Ribeiro.
- Quatro anos depois, de liberado, o filme está pronto,
totalizando 22 anos entre o ínicio do projeto e sua
finalização.
- Foi o único filme aplaudido de pé no Festival
de Brasília, eleito melhor filme pelo júri popular,
e, segundo um jornal local os filmes de Glauber esgotaram-se
nas locadoras da cidade, no dia seguinte a exibição.
- Mais de 30 personalidades do mundo do cinema e da cultura
são entrevistadas.
- "Eu quis falar sobre a pessoa dele, não sobre
a obra, e também quis dessacralizar o mito." Silvio
Tendler