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Ganga Bruta

História de um jovem que, sabendo-se enganado pela noiva na noite do casamento, mata-a alucinado. Absolvido, vai para o interior, para uma pequena cidade, contratado para serviços de construção. E lá encontra outra mulher, uma loirinha linda. Mas Sônia é noiva de Décio.
Marcos, que se apaixona por ela, bebe para esquecer e a bebida lhe dá forças. Agora, o desespero é de Décio, ao saber que perdeu Sônia. E ele procura o outro, para um desforço a fim de que reste apenas um para o amor de Sônia.

Ficha Técnica

Título Original: Ganga Bruta
Gênero: Drama
Duração: 82 min.
Lançamento (Brasil): 1933
Estúdio: Cinédia
Distribuição: Cinédia
Direção: Humberto Mauro
Roteiro: Humberto Mauro
Argumento: Octávio Gabus Mendes
Produção: Ademar Gonzaga e Cinédia
Música: Radamés Gnatalli e Humberto Mauro
Som: Jorge Bichara
Fotografia: Afrodisio de Castro e Paulo Morano

Elenco

Durval Bellini (Dr Marcos)
Déa Selva (Sônia)
Lu Marival (Sra. Marcos)
Décio Murillo (Décio)
Andréa Duarte (Mãe de Décio)
Alfredo Nunes (mordomo)
Ivan Villar (criado)
Carlos Eugênio (Dr. Moreira)
Francisco Bevilacqua (seu secretário)
João Baidi
Humberto Mauro
Adhemar Gonzaga
Elsa Moreno
Renato de Oliveira
João Cardoso
Edson Chagas
Mário Moreno
João Fernandes
Glória Marina
Sérgio Barreto Filho
Pery Ribas
Ayres Cardoso

Pôsters

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Premiações

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Curiosidades

- Canção: "Ganga Bruta" (letra de Joraci Camargo e música de Hekel Tavares), cantada por Jorge Fernandes.

- O filme teve sua primeira filmagem a 2 de setembro de 1931, tendo estreado no- Rio de Janeiro, no cinema Alhambra, a 29 de maio de 1933, por iniciativa de Francisco Serrador.

- Com este filme iniciaram-se as atividades de distribuição da Cinédia.

- Tempo de duração: 82min, com 2.242m.

- Esta terceira produção da Cinédia tinha o título original de Dança das Chamas.

- Raul Schnoor ia ser a principal figura masculina, e Tamar Moema, a principal feminina. Ruth Gentil, de Mulher, foi substituída por Déa Selva.

- Os exteriores iam ser filmados inicialmente no Amazonas, ambiente ainda não explorado pelo cinema. A produção estava toda organizada e a viagem marcada pelo Lóide Brasileiro quando, à última hora, foi tudo cancelado.

- O número de 15 de abril de 1933 de Cinearte publicava: "A música é do maestro Radamés e tem, além de uma canção e um batuque original, uma composição dramática, que acompanha uma das seqüências mais fortes do filme. As demais músicas são motivos tirados da canção citada e do batuque. Há, ainda, isoladamente, uma outra canção da autoria de Heckel Tavares, com letra de Joracy Camargo. Essa canção é cantada por Jorge Fernandes, o conhecido cantor carioca, que é acompanhado por um grupo de notáveis violinistas, chefiados por Pereira Filho, considerado o melhor violinista do Rio, Jorge André e Medina. Ouviremos também algumas músicas portuguesas, executadas em guitarra por Pereira Filho, que por sua vez faz o solo do violão, que se ouvirá em várias partes da história. A canção de Heckel Tavares foi ensaiada por ele próprio, ensaio esse que se realizou no próprio estúdio, durante vários dias, com a presença de Déa Selva, que aliás canta trechos no filme. Todas essas músicas são genuinamente brasileiras.
E terminando convém frisar ainda que a orquestra do Maestro Radamés foi composta dos mais exímios executantes que se poderiam desejar, entre eles Iberê Gomes, o melhor violoncelista da América do Sul.
Ganga bruta não é um filme propriamente falado, mas não é silencioso: tem ruídos, falas, músicas e melodias que exprimem situações e muitas são as cenas silenciosas que falam mais do que a voz do movietone ( )".

- Cinearte a 18 de maio de 1932: "Pela primeira vez, nada menos de três câmeras foram utilizadas para a tomada de uma seqüência passada em interiores. Antigamente, o operador tinha de andar com a máquina às costas, toda vez que devia fazer uma nova tomada. Em Ganga bruta, havia uma câmera para os close-ups, outra já assentada para os long-shots e a terceira aguardando o momento de apanhar outras cenas".

- A 15 de junho desse mesmo ano, a Cinearte observava. ainda: "Um fato curioso também ocorreu na época. No mesmo dia em que a unit de Onde A Terra Acaba filmava algumas cenas desse novo filme de Carmem Santos, Humberto Mauro, em outra montagem fronteira, filmava Ganga Bruta. Por esse motivo o grande palco do Cinédia Estúdio apresentava um aspecto de atividade nunca visto: antes. Pela primeira vez no Brasil ocorria a filmagem simultânea de duas produções diferentes no mesmo estúdio. E em outro canto do palco, outra câmera estava rodando, fazendo teste de uma nova estrela".

- As cenas do lago das vitórias-régias, com Durval Bellini e Déa Selva, foram inspiradas no The Most Beatiful Still Of The Month, com Lilian Gish e John Gilbert, e em La Bohème, de King Vidor.

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