Fragmentos da Vida

São Paulo é uma metrópole em crescimento. Num imóvel em construção, um operário agonizando, depois de um acidente, prega a seu filho as virtudes do trabalho honesto, mas seu conselho não é ouvido. Transformado em vagabundo, o jovem frequenta más companhias. O inverno está forte e é melhor ficar em lugar quente, mesmo que seja na prisão. Para ser preso, ele vai comer em um restaurante sem dinheiro para pagar. Nem o roubo, nem uma brutal tentativa de sedução, alcançam o resultado esperado. A tentativa seguinte será, portanto, provocar um escândalo numa igreja. O ambiente de recolhimento e as palavras do padre levam-no entretanto a uma tomada de consciência: fiel enfim à lembrança de seu pai, ele se decide a procurar um emprego. Na saída, a prisão não mais desejada, o espera. A imprensa nos informará do suicídio do vagabundo em sua cela.
Ficha Técnica
Título Original: Fragmentos da Vida
Gênero: Drama
Duração: 30min.
Lançamento (Brasil): 1929
Estúdios: Estúdio Joaquim Garnier
Direção: José Medina
Roteiro: José Medina
Produção: Gilberto Rossi
Co-produção: Rossi Filme e Medifer (José Medina e Carlos Ferreira)
Fotografia: Gilberto Rossi
Câmera: José Medina
Cenografia: José Medina
Montagem: Rossi Filme
Elenco
Carlos Ferreira (Operário e vagabundo)
Áurea de Aremar (Moça)
Alfredo Roussy (Malandro)
Remo Cesaroni
Medina Filho (Vagabundo quando criança)
Pôsters
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Premiações
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Curiosidades
- Baseado no conto Sabão (Soap), de O.Henry.
- Exibido em São Paulo de 06 a 08.12, no Odeon - Sala Vermelha; de 10 a 12.12, no Roial; de 11 a 12.12, no Odeon - Sala Azul; de 12 a 15.12, no Brás-Politeama; de 14 a 15.12, no Capitólio; de 18 a 19.12, no Mafalda e de 19 a 20.12, no Santo Antonio e no Astúrias, todas as datas referem-se ao ano de 1929.
- Alfredo Roussy era o nome artístico de Farid Riskalla.
- Lançamento em 22 de junho de 1929, no Odeon - Sala Vermelha, São Paulo.
- Cópia depositada na Cinemateca Brasileira. "O maior filme paulista do período mudo no Brasil, perdendo apenas para o Humberto Mauro, de Cataguases. Partindo de um original americano de 'O Henry', José Medina o adapta às circunstâncias brasileiras. É um trabalho sólido, acima do nível brasileiro, mediando o europeu e, às vezes, o americano. Rude, direto, poucas vezes meloso, sempre acompanhado de grande poesia. Interpretações de forte cunho dramático, que muito ajudam a receptividade que o filme obtém ainda hoje. A fotografia do seu grande colaborador Rossi forma um anel participativo na história daqueles deserdados. Hoje, além disso, fazem parte das indicações que temos sobre a paisagem paulistana dos fins dos anos 20. Um dos raros exemplos do cinema mudo brasileiro que podem ser exibidos ao lado de estrangeiros sem precisar de apresentação piedosa." - comentário do professor Máximo Barro.