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É Com Esse Que Eu Vou

Oscar é um desocupado que faz ponto nas cercanias do Ministério do Trabalho. Seu irmão gêmeo, Osmar, ocupa a presidência de um grande banco, está noivo de Marina e pensa que o irmão morreu há anos atrás. Mas Osmar tem um caso em São Paulo com Fru-Fru e numa de suas viagens para encontrar a amante, uma artimanha do destino o impede de chegar para uma reunião de acionistas do banco. E é nessa reunião que o desocupado Oscar, instruído pelo secretário de Osmar, assume o lugar do irmão.

Ficha Técnica

Título Original: É Com Esse Que Eu Vou
Gênero: Comédia
Duração: 
Lançamento (Brasil): 1948
Distribuição: U.C.B. - União Cinematográfica Brasileira
Direção: José Carlos Burle
Assistente de direção: Roberto Machado
Roteiro: José Carlos Burle
Argumento: Carlos Eugênio, Paulo Wanderley e José Carlos Burle
Co-produção: Atlântida Cinematográfica
Sonografia: Jorge Coutinho
Fotografia: Edgar Brasil
Cenografia: José Cajado Filho
Montagem: Waldemar Noya e José Carlos Burle
Assistente de Montagem: Carla Civelli

Elenco

Oscarito (Oscar e Osmar)
Grande Otelo (Lamparina)
Humberto Catalano (Secretário de Osmar)
Heloísa Helena (Fru-Fru)
Diná Mezzomo
Paulo Wanderley
Alberto Ruschel
Madame Lou
Jorge Murad
Solange França
Mara Rúbia
Antônio Spina
Darcy Cazarré
Hamilta Rodrigues
Navarro de Andrade
Marion (Marina)
Geraldo Gamboa
Ramos Júnior
Luiz Bonfá
Carmen Brown
Emilinha Borba
Bob Nelson
Ivon Cury
Ciro Monteiro
Horacina Correia
Luiz Gonzaga
Adelaide Chiozzo
Afonso Chiozzo
Ruy Rey
Edson Lopes
Moacir Ferreira Diniz
Correia Leite
Paulo Ruschel
Francisco Pacheco
Quitandinha Serenaders
Alvarenga
Ranchinho
Garotos da Lua

Pôsters

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Premiações

-

Curiosidades

- "Mais que uma comédia, É com esse que eu vou é uma gozação a um tipo de comportamento que sempre privilegiou valores culturais externos, menosprezando a autêntica identidade brasileira. A irônica abertura do filme é um achado de bom humor. Não dá prá contar, tem que se ver! E no filme em si a ironia prevalece em cada fotograma, não fosse o realizador, José Carlos Burle, um crítico contumaz da ideologia norte-americana e da burguesia capitalista, de acordo com as condições permitidas, é claro! No filme, Oscarito, em atuação memorável, vive dois personagens, os gêmeos Oscar e Osmar. O fio condutor é o confronto entre gêmeos e a sempre eficiente troca de identidade, situação usada pela primeira vez na Atlântida, mas que se repetirá mais tarde em outros filmes. A partir daí, está aberto o caminho para uma das mais interessantes chanchadas brasileiras, misturando crítica social com uma dose de malícia prá Frank Capra nenhum botar defeito". - comentário de Eduardo Giffoni Flórido.

- "...Otelo quase 'rouba' a película, na 'rainha das mulatas'. Heloisa Helena dá relevo ao seu pequeno papel, o mesmo acontecendo com Solange França. Paulo Vanderley e outros conhecidos fazem 'pontinhas'. Pena que a pressa da filmagem não permitisse que a película saísse melhor. Os produtores precisam cuidar mais das realizações desta fase que está marcando realmente, pela primeira vez, o nascimento de nossa indústria cinematográfica. O momento é do cinema nacional e é preciso corresponder ao apoio decidido que o público está lhe correspondendo, dando-lhes filmes dignos desse apoio" - texto extraído da revista A Cena Muda editada em 24 de Março de 1948, na época do lançamento do filme.

- "Burle assumia por completo a responsabilidade pela chanchada. Em Tristezas não pagam dívidas e Não adianta chorar, tudo ficara pela metade. O escracho começava antes do próprio filme. Um longo letreiro nos remetia ao histórico da colonização americana. Ao fim, sacanamente, ele informava que aquilo tudo nada tinha com o filme. Mais uma vez, o argumento apoiava-se em gêmeos: o banqueiro Oscar e o trambiqueiro Osmar. Oscarito e Grande Otelo, Catalano, Rushel, Marion e outros tentavam salvar-se, cada um por si, porque Burle nunca se importou muito com interpretação. Burle era músico, dos melhores, mas pecava dirigindo musicais. Eram lentos, pesados. Saía-se melhor no drama, onde deixou alguns pontos de referência." - comentário do professor Máximo Barro. "Oscarito com suas caretas e passinhos de urubu malandro, Otelo com seu gênio trágico-satírico, representavam um fenômeno de comunicação popular, aprendendo o jeito de falar e agir, de pensar e sonhar, típico do malandro do Rio de Janeiro." - Alex Vianny, crítico de cinema e cineasta.

- Trailer censurado de 16 a 31 de janeiro de 1948.

- Exibido em São Paulo de 16.02 a 28.02.1948, no Art-Palácio; de 16.02 a 25.02, no Paratodos; de 18.02 a 25.02, no Majestic e no Esmeralda; de 01.03 a 07.03, no Paratodos; de 15.03 a 21.03, no Rosário; de 22 a 24.03 e de 28 a 30.03, no Odeon (Sala Azul); de 29.03 a 06.04, no Olímpia; de 29.03 a 04.04, no Piratininga; de 01.04 a 04.04, no Santa Cecília; de 05.04 a 11.04, no Brás-Politeama; de 12.04 a 18.04, no Paramount; de 06.05 a 09.05, no Cruzeiro e no Brasil; de 10.05 a 12.05, no Babilônia; de 13.05 a 16.05, no Paulista e no Capitólio; de 20.05 a 23.05, no Lux; de 27.05 a 30.05, no Roial; de 30.05 a 02.06, no Vogue; de 03.06 a 06.06, no São Caetano, São Paulo e no São Pedro; de 10.06 a 13.06, no Recreio e no Cambuci; de 08.07 a 11.07, no Santo Antonio; de 12.07 a 18.07, no Pedro II; de 29.07 a 01.08, no Santa Helena; de 05.08 a 08.08, no Recreio; de 09.08 a 15.08, no Ideal; de 16.08 a 20.08, no Rex; de 21.08 a 22.08, no Oberdan; de 02.09 a 05.09, no Ipiranga-Palácio; de 03.09 a 05.09, no Glória; de 06.09 a 12.09, no Íris; de 01.10 a 03.10, Jaraguá; de 02.12 a 06.12.1948, no Rialto e de 07.02 a 13.02.1949, no Paulistano.

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