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Dona Violante Miranda

Violante, uma dona de bordel, que cria a filha de uma prostituta como se fosse sua neta e a manda estudar em Paris. Ao voltar, a neta se apaixona pelo neto de um coronel.

Ficha Técnica

Título Original: Dona Violante Miranda
Gênero: Comédia
Duração: 75min.
Lançamento (Brasil): 1960
Estúdios: Companhia Cinematográfica Vera Cruz
Distribuição: Cinedistri
Direção: Fernando de Barros
Roteiro: Abílio Pereira de Almeida, Fernando de Barros e José Cañizares
Produção: Abílio Pereira de Almeida
Gerente de produção: Antônio P. Almeida
Assistente de Produção: Nelson Duarte
Co-produção: Cinedistri
Sonografia: José Maelaro
Fotografia: Ugo Lombardi
Câmera: Geter F. Costa
Cenografia: Pierino Massenzi
Figurinos: Scarlet Modas
Montagem: José Cañizares
Maquiagem: Victor Merinow
Guarda-Roupa: Nieta Junqueira
Continuidade: Tereza Campos
Contra-regra: Manoel Ribeiro
Eletricista: Jaime Marino

Elenco

Dercy Gonçalves (Dona Violante)
Odete Lara (Josete)
Célia Coutinho (Rosita e Filhinha)
Mauro Mendonça (Coronel Firmino)
Celso Faria (Gastão)
Elísio de Albuquerque (Polidoro)
Fernando Balleroni (Tonico)
Marina Freire (Dona Boneca)
Giedre Valeika (Lulu)
Odavlas Petri (Jovem médico)
Nadir Rocha (Zazá)
Alberto Prado (Prefeito)
Eleonor Bruno
Francisco Fabrizi
Elza Rian (Marli)
João Restiff (Cabo)
Ivani Oliveira (Fifi)
Labiby Mady (Dona Gaby)
Manoela Ariegas (Portuguesa)
Márcia Cardeal (Rosita Criança)
Marina Mônaco (Lolo)
Neusa Rocha
Leonor Bruno (Santinha)

Pôsters

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Premiações

-

Curiosidades

- "Dercy Gonçalves continua a nos fazer rir e até mesmo chocar. Embora tenha declarado que nunca gostou muito de fazer cinema, revendo seus filmes é possível verificar como ela teve bons momentos, num lugar onde não podia improvisar, nem dizer palavrões, duas de suas marcas registradas. Mesmo assim, suas fitas resistiram bem ao teste do tempo. Dona Violante Miranda é sua melhor interpretação no cinema. O texto foi escrito especialmente para ela pelo prestigioso dramaturgo Abílio Pereira de Almeida, famoso por denunciar as mazelas e hipocrisias da sociedade paulistana. É justamente o que ele conseguiu fazer aqui neste filme, onde também foi co-produtor e roteirista. É verdade que teve que fazer algumas adaptações, suavizar algumas situações por causa da censura da época. Mas o espírito da trama permaneceu. O filme já começa com Dona Violante morta e um busto em sua honra sendo erguido em praça pública. A trilha musical foi feita por Aloysio de Oliveira, que foi do 'Bando da Lua' de Carmen Miranda e a direção de Fernando de Barros, hoje especialista em moda masculina. Mas é Dercy que impressiona, sem fazer o tipo habitual, desta vez mais dramática, com cenas mais fortes e humanas, com certeza seu grande momento no cinema. Abílio Pereira de Almeida foi o mais bem-sucedido dramaturgo paulistano nos anos 50, mas também foi ator, diretor, roteirista e mesmo chefe de estúdio da Companhia Cinematográfica Vera Cruz. Ele chegou a escrever outros textos para sua amiga Dercy, embora sua vida tenha chegado a uma conclusão triste, pois suicidou-se em 1977, aos 71 anos de idade." - comentário de Rubens Ewald Filho.

- Censurado em 15.06.1960, 35mm, com 20 cópias.Censurado em 15.06.1960, 900m, 10 cópias (provavelmente 16mm).Censurado em 22.06.1960, 16mm, 35m, trailer, 10 cópias.Censurado em 22.06.1960, 80m, trailer, 25 cópias (provavelmente 35mm).Censurado em 13.07.1960, 30m, avant-trailer, 10 cópias.

- Lançamento em São Paulo, em 1960.03.10, nas salas Art-Palácio; Anchieta; Arlequim; Astral; Brasil; Estrela; Júpiter; Liberdade; Nacional; Lins; Paris; Roma; Trianon; Universo; Patriarca; Rialto; Colonial; São Pedro; Maracanã; Estoril; Sol; Candelária; Jurucê; São Luís; São Sebastião; Carlos Gomes; Vitória; Lapenna; Piratiniga; Riviera; Santa Cecília; Safira.

- Sinopse completa:
O prefeito da cidade de Bragolândia faz uma homenagem à Dona Violante Miranda que morrera há cinco anos. Dona Boneca conta a estória da estimada amiga a um jornalista, dizendo que por volta de 1933 Violante fora uma cafetina em São Paulo. Certo dia, Rosita, uma de suas meninas, fica doente e morre, deixando uma filha recém-nascida. Ao saber da triste estória da moça, que era de Bragolândia e fora expulsa de casa pelo pai, Violante resolve cuidar da menina. Quando esta completa oito anos, para ser aceita no colégio é preciso que os pais sejam casados. Violante casa-se e vira fazendeira em Bragolândia, dando vida boa a Filhinha. Aos 13 anos, a menina, crescida, fica noiva do filho de um importante coronel da cidade. Violante descobre que o prefeito é o avô da menina. Para estabelecer alianças políticas, o coronel fica amigo de Violante, contando-lhe toda a estória da filha Rosita. Com medo de perder Filhinha esconde a verdadeira origem da menina. Josete, amiga de Violante que já trabalhara para ela, volta rica de Paris, presenteando Filhinha com o vestido de noiva. Às vésperas do casamento, o coronel revela a Violante saber de seu passado, terminando, assim, o noivado do filho. Revoltada, Filhinha insulta a mãe. Violante resolve contar a verdadeira estória da menina, visto que o importante para os dois era a "origem" dela. Com isso, resolvem não desmanchar o casamento e Filhinha vai morar com o avô. Muito triste, Violante se sente injustiçada e resolve viver para fazer caridade. Dona Boneca leva o jornalista para que ele veja a capela que ela fez em homenagem à amiga.

- Baseado na peça teatral de Abílio Pereira de Almeida.

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