Barro
Humano

Um
jovem belo, rico, satisfeito nos seus mais absurdos desejos.
Junto a ele agitam-se três figuras de mulher. Uma inspira-lhe
amor; outra concita-o ao pecado, e a terceira, desiludida
em seu triste amor, nem chega a ambicionar um beijo. Qual
delas seria correspondida? Um drama inteiro da vida de todos
os dias. Um drama de criaturas reais, que amam, odeiam, pecam
e se arrependem.
Ficha Técnica
Título Original: Barro Humano
Gênero: Drama
Duração:
Lançamento (Brasil): 1929
Estúdio: Cinearte
Distribuição: Paramount
Direção: Adhemar Gonzaga
Roteiro: Paulo Vanderlei e Adhemar Gonzaga
Produção: Paulo Benedetti
Argumento: Adhemar Gonzaga
Direção de produção: Pedro
Lima e Alvaro Rocha
Co-produção: Cinearte e Benedetti Filmes
Música: Alberto Lazzoli
Fotografia: Paulo Benedetti
Desenho de Produção: Adhemar Gonzaga
Elenco
Gracia Morena (Vera)
Lelita Rosa (Gilda)
Eva Schnoor (Helena)
Eva Nil (Diva)
Carlos Modesto (Mário)
Martha Torá (Emília mãe)
Luíza del Valle (Linguaruda D. Chincha - Zeferina)
Oli Mar.(Juquinha)
Lia Renée (Lia a menininha)
Carmem Violeta (Dançarina de tango)
Gina Cavalieri
Manoel Ferreira de Araújo
Esperança de Barros
Teófilo Luciano da Silva
Brutus Pedreira
Adhemar Gonzaga
Pedro Lima
Paulo Morano
Estella Mar
Oly Mar
Martha Torá
Raul Schnoor
Salim Fuad Nacif
Ivone Strada
Sérgio Bareto Filho
Francisco Soroa
Maria das Dores
Lígia Macedo Soares
Margareth Edwards
Lourival Agra
Taciana Rey
Alfredo Rosário
Maria Conceição Correia
Álvaro Rocha
Haroldo Mauro
Polly Viena
Milton Dória
Paulo Benedetti
Sérgio Soroa
Luis Roberto
João Guimarães
Reynaldo Mauro
Bias Silva Melo
Humberto Mauro
Pôsters
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Premiações
- O filme ganhou o prêmio do melhor filme do ano, em
concurso promovido pelo Jornal do Brasil.
- Melhor Filme do Ano, Revista Cinearte, 1929.
Curiosidades
- Barro humano foi o primeiro e único filme sob a direção
de Adhemar Gonzaga, antes da Cinédia, e além
da boa crítica que recebeu foi o maior sucesso de bilheteria
do cinema brasileiro até 1929.
- Adhemar Gonzaga quis provar que quem fazia o filme era o
diretor.
- Exteriores no Terraço do Cinema Iris, Mansão
dos Peixoto de Castro e Jardim Botânico.
- E a um repórter que lhe perguntou qual seria seu
próximo filme, ele respondeu: "Um estúdio"
- sua idéia fixa.
- Barro humano, numa distribuição da Paramount,
estreou a 16 de junho de 1929 no Cinema Império, do
Rio de janeiro, e a 15 de julho de 1929, no Teatro Paramount,
em São Paulo.
- Na Argentina recebeu o título de Los venenos sexuales.
E foi também exibido em toda a América do Sul
e Portugal.
- Paulo Benedetti, na época, informava que o grupo
da Cinearte havia decidido fazer um filme. O argumento foi
apresentado a uma sociedade, o Circuito Nacional de Exibidores,
mas a maioria dos sócios foi contra a idéia
de empatar dinheiro. "Os rapazes se retiraram da reunião
tristes e desalentados" - afirmou Benedetti. "Acompanhei
Adhemar Gonzaga, e impressionou-me sua expressão. Senti-lhe
essa vontade, esse desejo de realizar, que é o fermento
de toda verdadeira criação" . E resolveu
fazer o filme, com Adhemar Gonzaga na direção.
- Barro humano foi feito visando bilheteria, com ambientes
bonitos, porque na época o povo não queria filmes
pobres. "Quando fiz o filme" - escreveu Adhemar
Gonzaga "tinha certeza de que iria agradar. Nunca mais,.
verdadeiramente, pude fazer outro filme como eu quis, a meu
modo, e com condições de trabalho para isso".
"A falta de um estúdio e, por conseguinte, de
comodidades de trabalho" - dizia a Cinearte a 13 de fevereiro
de 1929, determinou o aparecimento de "alguns problemas
para serem resolvidos, problemas novos que serão solucionados
na próxima produção".
- Para o filme, o Maestro Alberto Lazzoli arranjou uma partitura
especial para cada artista, e para Gracia Moreno foi uma valsa,
Maio, onde se sentia, e se ouvia quase, nos seus tons tão
suaves, a doçura e a languidez brasileiras.
- A Editora Bevilaqua Lamen editou uma música, Tango,
de Alim, com versos de Lamartine Babo.
- Terminado Barro humano em 1929, Adhemar Gonzaga e os artistas
do filme, Carlos Modesto e Eva Schnoor, viajaram para Hollywood.
- Lá receberam com surpresa a notícia do sucesso
de público e de crítica alcançado por
Barro humano. Surgiu então a idéia de fazer
um segundo filme. Seria com algumas seqüências
em Hollywood e já com o som que surgia nos estúdios.
Foi imaginado um argumento, e convidaram-se outros brasileiros
lá residentes. Chegou a ser filmado o concorrido casamento
de May Mac Avoy, para nele inserir cenas do enredo do filme.
Muitas outras cenas externas, com Carlos Modesto e Eva Schnoor,
foram feitas, caracterizando a cidade. O aluguel diário
da aparelhagem de cinema falado do estúdio da Warner
Bros. seria suficiente para duas ou mais pequenas seqüências
dialogadas em português, o que não foi feito
porque Carlos Modesto, o galã de Barro humano, estava
no último ano de medicina e a família achou
que sua imagem de ator iria prejudicar-lhe a carreira de médico,
passando então a insistir no seu regresso ao Rio de
Janeiro. Jamais se poderia imaginar a popularidade que ele
alcançaria só com a apresentação
de Barro Humano.
- Entretanto, Carlos Modesto chegou a trabalhar em Hollywood,
estrelando o Capitão dos Cossacos.