O Babão

À sombra de uma bananeira, Zé Babão passa os dias de sua vida caipira, que contava com o que o bananal produzia, não se preocupando com a existência, tinha o coração voltado para Conchita, um diabinho de dentes alvos, cuja figura ora passava por entre os bananais, ora ficava à margem do rio. Zé Babão vivia entre os seus sonhos, mas nunca tivera coragem para fazer uma declaração em regra. Em noites de luar, cantava sua canções dolentes para matar a saudade daquela que amargurava seu coração. Ele entra em conflito com um esperto colono Italiano (Tom Bill), que explorava o bananal com intenções de depenar o Jeca. Ele acaba vencendo o explorador e ganhando o amor da jovem.
Ficha Técnica
Título Original: O Babão
Gênero: Comédia
Duração: 120min
Lançamento (Brasil): 1930
Distribuição: Programa Matarazzo
Direção: Luiz de Barros
Roteiro: Luiz de Barros
Argumento: Teixeira de Barros
Produção: José del Picchia
Co-produção: Synchrocinex
Música: Chico Bororó (Pseudônimo de Francisco Mignone)
Som: Moacyr Fenelon
Fotografia: Victor del Picchia
Câmera: Victor del Picchia
Cenografia: Luiz de Barros
Coreografia: Luiz de Barros
Montagem: Luiz de Barros
Elenco
Genésio Arruda (Zé Babão)
Tom Bill (Dom Chipola)
Rina Weiss (Lily)
Reid Valentino
Irene Rudner
Lully Málaga (Conchita)
Corita Cunha
Paraguaçu
J.Nicolau (Capitão do navio)
Tuffy Coury
Arthur Friedenreich
Pôsters
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Premiações
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Curiosidades
- Trata-se do primeiro filme brasileiro de longa-metragem, falado, cantado e musicado e talvez precursor do gênero chanchada, que tomaria conta do Cinema Brasileiro nos anos 40/50.
- Uma sátira a The Pagan, de W.S.Van Dyke, com Ramón Novarro.
- Chico Bororó era o pseudônimo de Francisco Mignone
- Tuffy Coury e Arthur Friedenreich eram famosos jogadores de futebol. Acredita-se que Friedenreich teria sido o primeiro jogador a chegar a marca de 1.000 gols mais de 40 anos antes de Pele.
- O som foi sincronizado com discos Odeon.
- Lançamento em 12 de Janeiro de 1931, no Odeon (Sala Azul), São Paulo.
- Exibido em São Paulo em 1931 de 12 a 18.01, no Odeon (Sala Azul); de 12 a 18.01, no Brás-Politeama; de 20 a 21.01, no São Bento; de 27 a 29.01, no Santa Cecília; de 28 a 30.01, no Capitólio; de 04 a 05.02, no Colombo; de 06 a 07.02, no Moderno e no São José; de 06 a 08.02, no Pedro II; a 09.02, no Central; de 10 a 11.02, no Oberdan; a 19.02, no Fênix; a 01.03, no Glória; de 02 a 03.03, no São Paulo; a 07.03, no Espéria; de 07 a 08.03, no América; a 10.03, no Oberdan; de 11 a 12.03, no Paraíso; a 08.04, no Glória; a 28.04, no São Pedro; a 29.04, no São José; a 30.07, no Cambuci; de 13 a 14.08, no Espéria; a 21.08, no Marconi e a 23.08.1931, no Cambuci e no América.
- Fotografia: Cinearte, 14.01, 21.01, 04.02, 18.02 e 04.03.1931; A Scena Muda, p. 26-8, 25.02.1931. Pela Cinemateca Nacional
- "Zé Babão era um caipira que vivia sem fazer nada, alimentando-se de bananas. Seu único interesse maior na vida era Conchita, mas Zé Babão nunca tivera coragem de lhe declarar o seu amor. Vivia assim indolente, mal alimentado e cantando suas desventuras amorosas em noites de luar. Um dia apareceu um napolitano, Dom Chipola, querendo comprar o bananal. Ele também conhecera Conchita. Começou a negociar com Zé Babão e, em meio à conversa, descobriu que poderia se apoderar de tudo se simulasse um casamento com Conchita. Assim pensou e assim fez. No dia do casamento, Zé Babão foi alertado da trama por Lili, uma moça que muito o amava. Correu até o local do casamento e raptou Conchita. Para agradá-la, Zé Babão cedeu o bananal em troca de letras de câmbio, conseguiu algum dinheiro e abriu um armarinho. Mas o negócio não deu certo. Zé Babão voltou para a vida mansa do bananal e as lembranças de sua noiva Conchita. Enquanto isso Dom Chipola andava seguindo Conchita. Encontra-a numa feira e a leva para um navio. Zé Babão vai atrás da noiva e trava-se uma luta entre o caipira e o italiano. Uma tempestade ameaça afundar o navio. Zé Babão e Conchita saltam ao mar num salva-vidas que vem dar à terra firme, e o filme termina com o feliz casal de namorados." (Resumo de cine-romance publicado em A Scena Muda, 25.02.1931)