Assim Era a Atlântida

Documentário sobre as chanchadas do tempo da Atlântida,
com cenas de todos os filmes que a empresa possuia em seu
arquivo. As cenas foram remontadas e passaram por moderno
processo de laboratório. Entremeando as cenas, depoimentos
dos atores, filmados a cores hoje e falando daqueles
tempos, daqueles filmes. Antologia de trechos da produção
da Atlântida entre 1942 e 1962.
Ficha Técnica
Título original: Assim Era a Atlântida
Gênero: Documentário
Duração: 105 min.
Lançamento (Brasil): 1974
Estúdio: Atlântida Cinematográfica
Distribuição: U.C.B. - União Cinematográfica
Brasileira
Direção: Carlos Manga
Roteiro: Carlos Manga e Sílvio
de Abreu
Produção: Sílvio de Abreu
Co-produção: Atlântida Cinematográfica e Carlos Manga Cinematográfica
Música: Lírio Panicalli e Leo Perachi
Som: Aloysio Vianna e Amadeu Riva
Fotografia: Antônio Gonçalves
Camera: Manoel Veloso
Edição: Waldemar Noya
Eletricista: Sandoval
Teixeira
Maquinista: Paulo
Carias
Pôsters
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Premiações
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Curiosidades
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Foram inseridas cenas dos
seus mais famosos filmes em meio a depoimentos de estrelas
que atuaram no estúdio carioca. Há cenas dos filmes
Fantasma
por acaso (46); É com este que eu vou (48); Falta
alguém no manicômio (48); Caçula do barulho (49); E o
mundo se diverte (49); Escrava Isaura (49); Também somos
irmãos (49); Carnaval no fogo (49); AI vem o Barão
(51); Aviso aos navegantes (51); Maior que o ódio (51);
Amei um bicheiro (52); Barnabé tu és meu (52); Três vagabundos
(52); Carnaval Altântida (53); Dupla do barulho
(53); Matar ou correr (54); Nem Sansão, nem Dalila
(54); A outra face do homem (54); Chico Viola não morreu
(55); O golpe (55); Guerra ao Samba (55); Papai fanfarrão
(56); Vamos com calma (55); De vento em popa
(57); Garotas e Samba (57); Esse milhão é meu (58); O
cupim (59); O homem do Sputinik (59); Pintando o sete
(59); Dois ladrões (60); Duas histórias (60); Entre mulheres
e espiões (62).
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A Atlântida foi a mais famosa
realizadora de chanchadas musicais humorísticas ou carnavalescas.
- Atlântida, empresa cinematográfica do Brasil, foi fundada em
1941 no Rio de Janeiro pelos irmãos José Carlos e Paulo Burle
juntamente com Moacyr Fenelon, Arnaldo Farias e Alinor
Azevedo, com o apoio do Jornal do Brasil. Estavam produzindo
uma média de dois filmes por ano, quando Fenelon sai da
sociedade e continua Burle, mas em 1947 quem assume o
controle da empresa é o grande exibidor carioca Luís
Severiano Ribeiro, que tinha uma enorme rede de cinemas,
principalmente no Nordeste. Decide, então, fazer filmes mais
comerciais, chamando alguns nomes do exterior, como o italiano
Ricardo Fredda, que é creditado por Anselmo Duarte
como aquele que ensinou a fazer as cenas de luta no Cinema
Brasileiro, o croata J.B. Tanko. Mas as grandes estrelas são
mesmo nacionais, Anselmo, Eliana, sobrinha do diretor
Watson Macedo, o carioca Cyll Farney e seu irmão, o cantor
Dick Farney, o já astro comediante Oscarito, Grande Otelo
que vinha de outros sucessos e, principalmente, o jovem
diretor Carlos Manga, que daria um grande desenvolvimento
técnico e visual para o gênero.
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Embora muitos filmes tenham
se perdido, muita coisa restou ainda da memória daqueles
bons tempos.