Asas do Brasil

O dia-a-dia dos nossos
pilotos aéreos é retratado neste filme ufanista..
Ficha Técnica
Título Original: Asas do Brasil
Gênero: Aventura
Tempo de Duração:
Ano de Lançamento (Brasil): 1947
Estúdio: Atlântida Cinematográfica
Distribuição: U.C.B.
Direção: Moacyr Fenelon
Roteiro: Alinor Azevedo
Argumento: Raul Roulien
Co-produção: Atlântida Cinematográfica
Música: Lírio Panicali
Som: Silvio Rabelo
Fotografia: Edgar Brasil
Desenho de produção: José Cajado Filho
Edição: Waldemar Noya e Moacyr Fenelon
Elenco
Celso Guimarães
Mary Gonçalves
Paulo Porto (Ribeiro Martins)
Dulce Martins
Oscarito (Manezinho Araujo)
Lurdinha Bittencourt
Alma Flora
Saint Clair Lopes
Álvaro Aguiar (Álvaro Augusto)
Mário Lago (general)
Fernando Lopes
Violeta Ferraz (dona da pensão)
Osvaldo Loureiro (frade)
Ênio Santos
João Cabral
Jorge
Amaral
Navarro de Andrade
Aurea Gally
Diná Mezzomo
Pedro
Veiga
Orquestra Tabajara
Mário Lago
Pôsters
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Premiações
-
Curiosidades
- Argumento baseado no filme de Raul Roulien, de igual título,
que foi destruído num incêndio, antes de ser exibido
ao público em 1940.
- Boas cenas aéreas, graças à cooperação
da Força Aérea Brasileira.
- Os papei principais no filme original tambem pertenciam a
Celso Guimarães e Alma Flora.
- MB/MFCA transcreve depoimento de Roulien em que ele nega qualquer participação nessa nova versão. A mesma fonte também informa que o Ministério da Aeronáutica não aceitou Oscarito, um ator cômico, na pele de um personagem militar; todos os personagens, por esse motivo, foram transformados em aviadores civis.
- Pela primeira vez no cinema brasileiro, houve o emprego da mixagem, ou seja, a possibilidade técnica de se ouvir simultaneamente música, diálogos e ruídos
- “...Veio então
uma companhia com espírito decidido para o meio dos produtores
nacionais. Era a Atlântida, essa mesma que aí está, batendo
recordes de bilheteria e mostrando que o público brasileiro
aceita o que é nosso, desde que se ofereça um filme realmente
aceitável. E a película incendiada voltou à baila. Asas do Brasil não poderia ficar no esquecimento. A Atlântida adquiriu o argumento
e voltou a vista para os intérpretes. Os papéis principais
no antigo filme pertenciam a Celso Guimarães e Alma Flora.
Foram estes convidados. Moacyr Fenelon completou então
o elenco: para o papel de Ribeiro Martins, o corajoso tenente‘Fura-Nuvens’, chamou Paulo Porto; para a parte de Manezinho
Araújo, um mecânico engraçadíssimo e que tem pavor pelos
vôos, Oscarito; substituindo Álvaro Augusto, outro Álvaro, o
Aguiar; Jorge Amaral fará o papel que na película da Sonofilmes
coube a Murilo Lopes, Mary Gonçalves, a jovem atriz já duas
vezes agraciada com o ‘Oscar’ do cinema nacional, fará a parte
desempenhada por Vânia Pinto; Lourdinha Bittencourt substituirá
Rosina Pagã; Saint Clair Lopes a Gastão do Rego Monteiro
e Dulce Martins e Yara Jordão. E assim, o argumento escrito
por Eurico Silva e Raul Roulien em torno a história cheia de
lances emocionantes do Correio Aéreo Militar, será, desta feita,
realmente levada à tela, como uma homenagem ao arrojo e
bravura dos heroicos aviadores brasileiros que, sobrevoando
paragens inóspitas, correndo riscos sem conta, pilotando minúsculos
aviões, tendo em mente apenas o serviço que prestavamà pátria de Santos Dumont, abriram um caminho novo,
bandeirantes do espaço, credores da simpatia e reconhecimento
de seus patrícios. Asas do Brasil possue três planos distintos. O
romântico, o cômico e o heróico. E para isso aí está o grande
elenco, onde avultam nomes consagrados tanto no rádio, como
no teatro e no próprio cinema. Celso Guimarães, Alma Flora,
Oscarito e Mary Gonçalves são garantias de uma perfeita interpretação.
Acrescente-se ainda, o cuidado com que a Atlântida
está cercando esta realização, procurando atender aos mínimos
pormenores, buscando produzir uma obra que, em tudo
e por tudo, seja digna de refletir o empenho da nossa juventude
militar, no seu afã de bem servir o Brasil”. revista A Cena Muda,
06 de Junho de 1947, na época do início das filmagens de Asas do Brasil pela Atlântida, em 1947.
-
“Em 1947 ocorre a grande
virada na história da Atlântida. Luiz Severiano Ribeiro Jr. tornase
sócio-majoritário da empresa, integrando-se a um mercado
que já dominava nos setores de distribuição e exibição. A partir
daí, a Atlântida consolida suas comédias populares e a chanchada
transforma-se na marca registrada da companhia. A entrada
de Luiz Severiano Ribeiro Jr. na Atlântida, assegura, de
imediato, maior penetração dos filmes junto ao grande público,
definindo os parâmetros do sucesso da produtora. Controlando
todas as fases do processo de produção (produção-distribuição-
exibição) e favorecido pela ampliação da reserva de
mercado de um para três filmes, o esquema montado por Luiz
Severiano Ribeiro Jr., que possuía também um laboratório para
processamento dos filmes, considerado um dos mais modernos
do país, representa uma experiência inédita na produção
cinematográfica voltada exclusivamente para o mercado. Estava
aberto o caminho para a chanchada, a marca registrada da
empresa. O ano de 1949 marcaria definitivamente a forma em
que o gênero atingiria o clímax e atravessaria toda a década de
50.” - comentário de Eduardo Giffoni Flórido.