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Anjo Do Lodo

Adaptação cinematográfica e atualizada do romance Lucíola, de José de Alencar. Uma prostituta de interior que desencadeia um trágico triângulo amoroso. O filme enfoca o avanço da sociedade industrial sobre o universo interiorano brasileiro e explora a fama da atriz, então no auge do sucesso como cantora, estrela do teatro rebolado e amante do Presidente da República.

Ficha Técnica

Título Original: Anjo Do Lodo
Gênero: Drama
Duração: 53 min
Lançamento (Brasil): 1951
Estúdio: Cinédia
Distribuição: Cinédia
Direção: Luiz de Barros
Assistente de direção: Alípio de Barros
Roteiro: Luiz de Barros
Argumento: Zita de Barros
Produção: Adhemar Gonzaga
Co-produção: Cinédia
Som: Ercole Baschera
Som guia:
Luiza Braga Jr. e Amaury Leenhardt
Fotografia: Maurice Pecqueux e Henrique Schoenrader
Assistente de fotografia: Henrique Schoenrader
Assistente de camera: Ângelo Monni
Desenho de Produção: Luiz de Barros
Edição: Wilson Macedo
Eletricista chefe: Amadeo Marchelli
Eletricista: Napoleão Santos Pinto, João Abreu e Sidney Menezes
Maquinista: Raymundo Campesanato
Carpintaria: Jayme de Almeida

Elenco

Virgínia Lane (Lúcia)
Cláudio Nonelli (Paulo)
Manoel Vieira (Sr. Couto)
Geny França (Zuzu)
Carlos Cotrim (Amigo Janjão)
Alexandre Amorim (Amigo Antônio)
Macedo Neto (Amigo Benedito)
Costinha (Maneco)
Augusto Aníbal (Chico)
Zé Trindade
Carlos Barbosa (Delegado de chapelão)
Jacy de Oliveira (D.Mariquinha)
Maria Del Carmem
Neide Lamar
Santa Nogueira
Nilza Ferreira
Otávio França
Deleo Júnior
D'Andreia Neto
Mercedes Netto
Pato Preto
Maria Costa
Carlito Lopes
Cléa Suzana
Flora Matos
Jorge Martinez
Lídia Bastiane
Pérola Negra
Octávio França
Santa Nogueira

Pôsters

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Premiações

-

Curiosidades

- Argumentos de Zita de Barros, baseado no romance Lucíola, de José de Alencar

- Wilson Macedo era um pseudônimo usado por Luiz de Barros.

- Costinha na época creditado como Mário Costa.

- O romance Lucíola, de José de Alencar já havia sido filmado em 1916 por Franco Magliani.

- Primeira grande chance para a vedere Virgínia Lane mostrar seus dotes físicos, aparecendo completamente nua em sequência de dança e orgia muito ousada para a época.

- Anjo do Lodo foi liberado para exibição, com aprovação dada pelos censores Elói Cordeiro e José Montojos, contra o voto da censora Iracema Meirelles. Os dois liberaram o filme com a restrição de "proibido para menores de 18 anos" enquanto o voto da censora, vencido, o impugnava totalmente.

- Em virtude do clamor do público contra o filme, resolveu o Dr. Melo Barreto Filho. chefe da censura cinematográfica do D.F.S.P., suspender a licença para a exibição de "Anjo do lodo". Revocou a revisão da censura e nomeou novos censores. Após o corte de uma seqüência, a fita foi liberada. O Deputado Jânio Quadros, do P.D.C. de São Paulo, liderou campanha pedindo a interdição da película, mas encontrou em intelectuais e jornalistas como José Lins do Rego, Vargas Neto, Antônio Olinto, Prudente de Morais Neto, Edmundo Lyz, entre outros, defensores da exibição sem cortes. Jânio Quadros recordou, na Câmara dos Deputados, ser bem conhecida a "autoridade moral" da Confederação das Famílias Cristãs, para policiar os costumes, que se achavam, dizia ele, "em inegável decomposição". E mostrou, com palavras veementes, a necessidade de um programa sistemático de moralização dos costumes. Mas os censores cortaram apenas meio metro de filme: a cena onde a silhueta nua de Virgínia Lane, em pé sobre a mesa, era refletida na parede. Isso, em 1951!

- Um detalhe trágico: Maurice Pecqueux, o diretor de fotografia de "Anjo do lodo", pertenceu à equipe de Henry Georges Clouzot, foi fotógrafo de Golgotha, de Duvivier, "Pecadora de Túnis", de Pierre Chenal, e "Besta humana", de Renoir. Era o melhor diretor de fotografia do cinema brasileiro na época e esperou o último dia da filmagem para se suicidar - por motivos desconhecidos. A Cinédia providenciou o enterro.

- O início da filmagem foi a 20 de outubro de 1950; estreou em abril de 1951, nos cinemas Plaza, Astória, Parisiense, Colonial, Primor, Olinda, Ritz, Haddock Lobo, Mascote e Star (Rio de Janeiro).

- Em São Paulo foi exibido num total de 16 cinemas, entre eles o Marrocos, Oásis e Sabará. O Oásis dava dez sessões diárias, que começavam às 10h30m e o Marrocos, sete sessões diárias.

- Foi feito um remake em 1975 sob o título de Lucíula, O Anjo Pecador.

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