Alô, Alô Carnaval

Esse
clássico musical de Adhemar Gonzaga conta a dificuldade
de dois autores que procuram um empresário para "sustentar"
a revista musical Banana da Terra. Quando encontrado, o empresário
recusa a oferta porque está aguardando uma grande atração
francesa. Como o número não acontece, ele é
obrigado a reconsiderar sua decisão anterior, promovendo
a revista. Carmem e Aurora Miranda atuam nesse filme, cantando
músicas como Querido Adão e Cantores de Rádio.
Ficha Técnica
Título Original: Alô, Alô Carnaval
Gênero: Musical
Lançamento (Brasil): 1936
Estúdio: Cinédia
Distribuição: D.F.B. Distribuidora de Filmes Brasileiros
Direção: Adhemar
Gonzaga e Wallace Downey
Roteiro: Ruy Costa e
Adhemar Gonzaga
Produção: Cinédia
Fotografia: Antônio Medeiros, Edgar Brasil
e Vitor Ciacchi
Edição: Ruy Costa
Elenco
Jayme
Costa (Empresário)
Barbosa Júnior (Um dos autores)
Pinto Filho (Um dos autores)
Oscarito
(no Cassino)
Jorge Murad (Contador de piadas)
Lelita
Rosa (A morena)
Paulo de Oliveira Gonçalves (Barman - no Pierrô
apaixonado)
Henrique Chaves (Crupiê)
Dario Melo Pinto
Maria Gonzaga M. Pinto
Luís Carlos Guimarães
Hélio Barroso Neto
Jaime Ferreira
Olga Figueiredo
Paulo Roberto
Peri Ribas
Alberto Rocha
Ignácio Corseuil Filho
Didi Viana
Bernardo Guimarães
Carlos de Oliveira
Hervê Cordovil
Lair de Barros
Aniceto
Francisco
Alves
Lamartine
Babo
Luiz Barbosa
Dircinha
Batista
Linda
Batista
Carmem
Miranda
Aurora
Miranda
Elvira Pagã
Rosina Pagã
Almirante
Heloisa Helena
Pôsters
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Premiações
-
Curiosidades
- Números musicais:
"Mimi"
(fox) (Ary de Calazães Fragoso) com Luiz Barbosa; "Pierrô
apaixonado" (Noel Rosa e Heitor dos Prazeres) com Joel
de Almeida e Gaúcho; "Não beba tanto assim"
(Geraldo Decourt) com as Irmãs Pagãs; "Seu
Libório" (João de Barro e Alberto Ribeiro)
com Luiz Barbosa; "Maria, acorda que é dia",
de João de Barro e Alberto Ribeiro com Dulce Weytingh,
acompanhada de Joel e Gaúcho; "Maria, acorda que
é dia" (João de Barro e Alberto Ribeiro)
solo de piano com Heriberto "Muraro"; "Molha
o pano" (Getúlio Marinho e Cândido Vasconcellos)
com Aurora Miranda, com o conjunto regional de Benedito Lacerda;
"Negócios de família" (Assis Valente
e Hervê Cordovil) com o Bando da Lua; "Tempo bom",
(João de Barro e Heloísa Helena) com os Bêbados;
"Teatro da vida" (A. Vitor) com Mário Reis;
"Comprei uma fantasia de pierrô" (Alberto
Ribeiro e Lamartine Babo) com Francisco Alves, dançando
com Dulce Weytingh; "As armas e os barões"
(Alberto Ribeiro) com Lamartine Babo e Almirante; "Amei"
(Erastótenes Frazão e Antônio Nássara)
com Francisco Alves; "Muito riso e pouco siso" (João
de Barro e Alberto Ribeiro) com Dircinha Baptista, com Os
Quatro Diabos; "Pirata da areia" (João de
Barro e Alberto Ribeiro) com Dircinha Baptista, com Hervê
Cordovil e orquestra; paródia da "Canção
do aventureiro", de O Guarani (Alberto Ribeiro) com Barbosa
Júnior com Muraro ao piano; "50% de amor"
(Lamartine Babo) com Alzirinha Camargo; "Não resta
a menor dúvida" (Noel Rosa e Hervê Cordovil)
com o Bando da Lua; "Manhãs de sol" (João
de Barro e Alberto Ribeiro) com Francisco Alves e Hervê
Cordovil com orquestra; "Sonhos de amor" (Franz
Liszt) com Jayme Costa, de travesti, com voz de falsete de
Francisco Alves; "Cadê Mimi" (João
de Barro e Alberto Ribeiro) com Mário Reis; "Querido
Adão" (Benedito Lacerda e Oswaldo Santiago) com
Carmen Miranda; "Cantores do rádio" (João
de Barro, Lamartine Babo e Alberto Ribeiro) com Carmen e Aurora
Miranda, com a Orquestra Simão Boutman, "Fra Diavolo"
(João de Barro, A. Martinez e Alberto Ribeiro) com
Mário Reis.
- "Palpite infeliz", de Noel Rosa, seria também
uma das músicas do filme, a ser interpretada por Aracy
de Almeida, que a cantaria, no papel de lavadeira, estendendo
roupa no varal. A cantora desistiu de participar do filme
e Noel Rosa retirou a canção do filme.
- Com o título original de "O Grande Cassino",
o primeiro dia da filmagem de "Alô! alô!
Carnaval!" foi a 14 de outubro de 1935.
- Este clássico musical teve uma pré-estréia
a 15 de janeiro de 1936, à meia-noite, no Cinema Alhambra,
do Rio de janeiro, logo depois de a fita ter saído
do laboratório.
- Estreou no mesmo Alhambra, a 20 de janeiro de 1936, e no
Alhambra, de São Paulo, a 3 de fevereiro de 1936, onde
ficou quatro semanas.
- Em 1974 foi feita uma restauração do filme,
sob a supervisão pessoal de Adhemar Gonzaga, com Jayme
Justo na montagem, sendo a pesquisa e coordenação
geral de Alice Gonzaga Assaf, recebendo em 1975 o certificado
de censura nº 80.644.
- Entretanto, não era a edição original
do filme lançado em 1936. Faltava uma metragem equivalente
a duas partes referentes a "piadas". Porém
contém ainda os melhores intérpretes da música
popular brasileira.