Eh Pagu, Eh!

É
uma viagem/trajetória da vida-obra de Patrícia
Galvão, Pagu. Mulher de Oswald de Andrade, participa
com ele do Movimento Antropofágico, nas páginas
da Revista de Antropofagia, segunda dentição,
sua fase mais radical, anticatólica e esquerdista.
É Pagu quem leva Oswald a assumir posições
de esquerda e se filiar ao PCB, atitudes que se refletiram
em sua obra futura. Militando nos quadros do Partido Comunista,
Patrícia Galvão escreve, na década de
30, "Parque Industrial", o primeiro romance proletário
da literatura brasileira.
Ficha Técnica
Título Original: Eh Pagu, Eh!
Gênero: Documentário/Biografia
Duração: 17
Lançamento (Brasil): 1982
Distribuição: Etcétera Filmes & Vídeo
Ltda
Direção: Ivo Branco
Roteiro: Ivo Branco
Produção: Spectrus Produções Cinematográficas
Ltda, Etcétera Filmes & Vídeo Ltda e Secretaria
de Estado da Cultura
de São Paulo
Direção de produção: Rebeca
Mc Mello
Assistente de produção: Claudia Andrea
Fajuri Cristina Winter
Música: Papavento
Som: Guga Bandeira
Table Top: Alex Santos
Fotografia: José Roberto Sadek
Camera: José Roberto Sadek
Direção de Arte: Adão Pinheiro
Edição: Francisco Magaldi
Pesquisa Iconográfica: Vladimir Sachetta,
Paulo César de Azevedo e Ivo Branco
Elenco
Edith Siqueira
Clodomiro Bacellar
Aldo Bueno
Julio Calasso
Raul Cortez (Voz)
Enio Gonçalves (Voz)
Julia Pascale (Voz)
Ivo Branco (Voz)
Pôsters
Clique nos cartazes para vê-los ampliados em uma nova janela.
Premiações
- Premiado como melhor documentário e melhor roteiro
no XV Festival de Cinema de Brasília.
Curiosidades
- Eh Pagu, Eh! conta a história através de fotos,
jornais, filmes de época e reconstituição
com atores.
- Eh Pagu, Eh! foi lançado em vídeo.
- Sinopse completa: Eh Pagu, Eh!, é uma viagem /trajetória
da vida-obra de Patrícia Galvão, Pagu. Mulher
de Oswald de Andrade, participa com ele do Movimento Antropofágico,
nas páginas da Revista de Antropofagia, segunda dentição,
sua fase mais radical, anticatólica e esquerdista.
É Pagu quem leva Oswald a assumir posições
de esquerda e se filiar ao PCB, atitudes que se refletiram
em sua obra futura. Militando nos quadros do Partido Comunista,
Patrícia Galvão escreve, na década de
30, "Parque Industrial", o primeiro romance proletário
da literatura brasileira. Sua militância no PCB lhe
valeu quase cinco anos de encarceramento nos porões
da ditadura Vargas. Divergindo dos caminhos do Partido, junta-se
aos dissidentes trotskistas, sendo expulsa do PC. Libertada,
volta-se às suas atividades de jornalista, colaborando
em jornais do Rio e de São Paulo. Funda com Geraldo
Ferraz e Mário Pedrosa o jornal "Vanguarda Socialista".
Em 1950 candidata-se a deputada federal pelo Partido Socialista
Brasileiro. Desiludida, afasta-se da política, ingressa
na Escola de Arte Dramática de São Paulo e passa
a dedicar-se ao trabalho teatral, em Santos, incentivando
grupos amadores, traduzindo e dirigindo textos teatrais de
vanguarda, até sua morte naquela cidade, em 1962.