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Ninguém Assistirá Ao Enterro Da Tua Última Quimera, Somente A Ingratidão,   Aquela Pantera, Foi Sua Companheira Inseparável!, - Di Cavalcanti di Glauber

Glauber Rocha faz uma homenagem ao arísta plástico Di Cavalcanti. Além de falar sobre o amigo morto, o cineasta, fala de arte e política, por cima de uma colagem de imagens.

Ficha Técnica

Título Original: Ninguém Assistirá Ao Enterro Da Tua Última Quimera, Somente A Ingratidão, Aquela Pantera, Foi Sua Companheira Inseparável!, - Di Cavalcanti di Glauber
Gênero: Documentário
Duração: 18 min
Lançamento (Brasil): 1977
Distribuição: Embrafilme
Direção: Glauber Rocha
Assistente de direção: Ricardo "Pudim" Moreira
Produção: Embrafilme e Ricardo Moreira
Fotografia: Mário Carneiro e Nonato Estrela
Edição: Roberto Pires

Elenco

Glauber Rocha (Locutor)
Joel Barcelos
Marina Montini
Antonio Pitanga

Pôsters

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Premiações

- Prêmio Especial do Júri no Festival de Cannes, 1977

Curiosidades

- A idéia do filme surgiu de uma proposta mútua de homenagens entre o artista plástico e o diretor: Di Cavalcanti teria dito que pintaria Glauber se o diretor morresse antes dele. E que gostaria que o amigo filmasse seus funerais, caso contrário.

- No dia 27 de outubro de 1976, Glauber, que havia acabado de vir da Europa, bateu à porta do fotógrafo Mário Carneiro chamando-o para registrar o velório de Di Cavalcanti.

- Teve uma primeira exibição em 11 de março de 1977, Cinemateca do MAM, Rio de Janeiro.

- O lançamento foi em 11 de junho de 1979, Rio de Janeiro (Roma-Bruni, Rio Sul, Bruni-Copacabana, Bruni-Tijuca).

- Músicas de Pixinguinha "Lamento", Villa-Lobos (trecho de Floresta do Amazonas), Paulinho da Viola, Lamartine Babo "O Teu Cabelo Não Nega", Jorge Ben.

- Locações no Museu de Arte Moderna, Cemitério São João Batista (Rio de Janeiro).

- Título original: Ninguém Assistirá Ao Enterro Da Tua Última Quimera, Somente A Ingratidão, Aquela Pantera, Foi Sua Companheira Inseparável!, o título internacional é Di Cavalcanti e tambem é conhecido como Di-Glauber e Di Cavalcanti di Glauber.

; Textos de Vinícius de Morais (Balada do Di Cavalcanti), Augusto dos Anjos (trecho de Versos Íntimos), Frederico de Moraes (trecho de artigo sobre Di Cavalcanti), Edison Brenner (anúncio da morte de Di).

- Glauber Rocha finalizou seu filme, e no ano seguinte foi premiado no Festival de Cannes, cujo júri era presidido pelo cineasta Roberto Rosselini, amigo de Di Cavalcanti.

- A exibição do filme foi interditada pela justiça desde 1979, quando da conceção de liminar pela 7a. Vara Cível, ao mandado de segurança impetrado pela filha do pintor, Elizabeth Di Cavalcanti.

- De acordo com uma reportagem publicada no jornal O Globo do dia 12 de junho de 1979, dia seguinte à proibição, Di chegou a passar nas sessões das 14h e 16h em alguns cinemas da cidade. Mas às 18h, o oficial de Justiça Walter Coelho Fanti e o advogado de Elizabeth Di Cavalcanti, Eduardo Mattar, chegaram ao cinema Rio Sul, onde haveria projeção com a presença de Glauber e convidados. As latas com o filme foram lacradas e recolhidas ao Museu da Imagem e do Som.

- Chegou a ser exibido duas vezes na televisão, na TVE do Rio, antes de sua proibição, e na Bandeirantes, num especial sobre o diretor, que foi ao ar depois de sua morte.

- Mais de 20 anos depois de ter sua exibição proibida através de uma liminar, o filme pode voltar a ser exibido. Não porque tenha sido liberado, enfim, pela Justiça. Mas simplesmente porque nunca esteve legalmente impedido. O advogado José Mauro Gnaspini defendeu uma tese de mestrado sobre direito autoral na Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo. Segundo Gnaspini - que reconstituiu a ação a partir de fragmentos espalhados por escritórios de advocacia do Rio, pois o processo havia desaparecido do Arquivo Público da cidade - não existem fundamentos jurídicos para a interdição e o filme pode ser liberado, imediatamente, para exibições.

- O filme nunca chegou realmente a ser proibido. A ação ocorreu só contra a Embrafilme. Glauber, que tinha direito inalienável sobre a obra, não sofreu um processo.

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Assista o  filme, Di Cavalcanti  di Glauber

Tendo em vista que o processo é restrito ao Brasil e a internet é de livre acesso, o produtor providenciou um servidor nos EUA para depositar e exibir o filme on-line, sem restrições. Iniciativa do Tempo Glauber

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