Belmonte

A
partir de publicidades, fotos e imagens filmadas, o documentário
nos introduz no "clima" da São Paulo anos
20: apesar de seu "ar" pretensamente europeu, é
ainda uma cidade provinciana. Mas a burguesia crescente já
cultiva suas formas de lazer e, entre elas, o teatro, o cinema
e a leitura das revistas de humor e caricatura, da crônica
mordaz, da sátira política e de costumes.
Ficha Técnica
Título Original: Belmonte
Gênero:
Duração: 11 min.
Lançamento (Brasil): 1981
Direção: Ivo Branco
Roteiro: Ivo Branco
Produção: Alfredo Palácios, Kinoart Filmes
Ltda. e Ivo Branco
Produção Executiva: Rebeca Mc Mello
Pesquisa: Rebeca Mc Mello
Música: Coitado do Juca Pato
Edição: Roberto Leme
Reproduções Fotográficas: João
Sócrates e Alício M. Santos
Table - Top: Alex Santos e Luiz Wanderley
Elenco
Rodrigo Santiago (Narração)
Pôsters
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Premiações
- Melhor Curta Metragem no IX Festival do Cinema Brasileiro
de Gramado, 1981
- Representante Oficial do Brasil no 5º Festival des
Films du Monde, Montreal, Canadá, 1981
- Melhor Filme Cultural no VII Festival Internacional, Del
Nuevo Cine Latinoamericano, Havana, 1986
Curiosidades
- Músicas "Coitado do Juca Pato", "Saias
Curtas", "Toca o Bond" e "Melancia",
Interpretadas por Chiquinho Brandão (flauta) e Luis
Reyes Gil (clarineta)
- Sinopse completa:
A partir de publicidades, fotos e imagens filmadas, o documentário
nos introduz no "clima" da São Paulo anos
20: apesar de seu "ar" pretensamente europeu, é
ainda uma cidade provinciana. Mas a burguesia crescente já
cultiva suas formas de lazer e, entre elas, o teatro, o cinema
e a leitura das revistas de humor e caricatura, da crônica
mordaz, da sátira política e de costumes.
Nas páginas da "Revista da Semana", "A
Careta", "Frou-Frou", "Dom Quixote",
entre outras, o nome do caricaturista Belmonte vai se firmando.
Em 1925, na Folha da Noite, cria o personagem que iria consagrá-lo
como o grande caricaturista paulista da época: Juca
Pato.
O filme acompanha a trajetória desse artista do lápis,
marcando sempre a ligação do seu trabalho com
os momentos históricos do seu tempo.
Seguindo à risca a função social do caricaturista,
espécie de bobo da corte, crítico e gozador
das podridões do reino, não poupou os políticos,
as crises, a corrupção.
Por isso mesmo foi perseguido pelas tesouras do Estado Novo.
Já então seria um precursor das "receitas
de bolo" ou "poemas de Camões" dos tempos
da ditadura militar, trocando suas charges por desenhos aparentemente
sem sentido.
Durante a segunda Guerra Mundial, seu lápis se voltou
contra o nazismo e o fascismo, na defesa dos ideais democráticos.
Tais charges cruzaram fronteiras irritando Goebbels e seus
asseclas.
Amante confesso de sua cidade, o filme reconstitui o último
passeio que fez, já doente, pelas ruas de São
Paulo, em 1947. Logo depois, morria Belmonte.